Quanto mais cedo namoro

Site cria aposta de quanto tempo namoro dura. EGO . ... Neymar e Bruna vão ficar juntos por um bom tempo. Mais cedo nesta terça-feira, 21, o craque compartilhou uma foto com um presente divertido que ganhou da namorada: meias com estampa de cachorrinhos. 'Thanks (obrigado), mozão', disse ele na legenda. ... Se você está indo intencionalmente encontrar sua alma gêmea o mais rápido possível, e também tem algumas fotos de alta qualidade no arsenal, então você é exatamente para nós! Para o conhecimento bem sucedido em um site, aconselhamos a mostrar a atividade máxima: 1) jogar muito em 'namoro', selecionando um parceiro para fotos; Os formatos de relacionamentos estão mudando: hoje, as pessoas se casam mais tarde e investem mais no tempo no namoro. Segundo uma pesquisa feita no Reino Unido com 4 mil usuários de um ... Eu sou o tipo de namorado que mostra o quanto gosta e se importa desde coisas pequenas, como abrir a porta do carro , até imaginar que eu me jogaria na frente de um tiro por quem eu amo, e eu o amo. Amo muito, nunca conheci alguém assim, e eu sei quando é paixão e quando é amor, sou novo, mas eu sempre fui meio precoce rs e precisei ... Quando assessorava a Secretaria de Educação da prefeitura de São Paulo, em 2019, a especialista Silvia Colello costumava escutar as angústias dos pais sobre o processo de alfabetização de seus filhos, matriculados na rede municipal. 'Existem muitas dúvidas quanto a se há uma idade certa para ... E nós, adolescentes, estamos em vantagem – quanto mais cedo aprendermos, menos vamos nos surpreender lá na frente. Levando em consideração que tudo nessa fase parece ser mais difícil e complicado, vamos descomplicar o mais rápido possível. Não precisa ser exclusivamente um namoro, um rolo… pode muito bem ser uma briga de amigos. Você é a coisa mais incrível que já me aconteceu. Feliz um mês de nós. Te amo cada dia mais. 8. O que mais importa não é o tempo, mas sim o sentimento. 1 mês de namoro parece pouco tempo, mas no meu coração isso tem um valor imenso. Amo você mais que tudo. Parabéns pra nós! 9. Muitas vezes ficamos presas quando estamos em um relacionamento, mas quanto mais cedo você vê os sinais de que um relacionamento terminou, mais cedo pode acabar com ele de verdade. Eu já estive nessa situação. Acho que você já esteve e pode muito bem-estar agora. Você está em um relacionamento e não há nada exatamente […] Em live, Anitta confirma fim de namoro com Gui Araújo. Willys CJ-2, o precursor do jipe civil, comemora seus 75 anos. ... Quanto mais cedo, melhor? O debate sobre a idade certa, os métodos e a ... “Mas quanto mais cedo eu começar, mas maduro serei!” Namorar cedo não torna uma pessoa mais madura no amor. Namorar cedo não torna uma pessoa mais madura no amor. Quem muito namora não fica mais experiente e sim com mais feridas. Vida amorosa não é como um cartão de crédito que quanto mais você usa, mais vantagens acumula.

GT DA BROTHERAGEM

2020.09.14 13:44 JustCallMeLyraM8 GT DA BROTHERAGEM

GT DA BROTHERAGEM
/cc/
>eu tenho um amigo bem próximo
>amigo não
>ele é tipo um irmão
>amo aquele filho da puta
>vamos chamar ele de Maicão
>nos conhecemos no jardim da infância
>dividíamos o todynho e o biscoito passatempo no recreio
>bolachaéocaraio.mp3
>estudamos na mesma turma até a quinta série quando os pais dele se mudaram pra longe da escola
>ele continuava morando na mesma cidade, mas tava numa escola diferente
>ainda assim nos víamos todos os fins de semana
>nossas famílias se tornaram amigas também
>tudo era um mar de rosas até o final de 2004
>ano 2005
>entra uma aluna nova na minha turma
>o nome dela era Thais
>lembro como se fosse ontem do momento em que ela entrou na sala
>tudo parecia ter ficado em câmera lenta
>o sol batia nela
>o ventilador soprou seus cabelos
>ela marchava como uma égua manga larga do trote formoso
>paudureci naquele exato momento
>o foda é que eu tava em pé naquela hora e a primeira aula era de educação física
>short.gif
>todo mundo da sala começa a rir de mim e a gritar
>me chamaram de pau retrátil porque foi só a menina aparecer que ele subiu
>morri de vergonha naquela hora
>sentei na cadeira e pus a mochila no meu colo
>eu só queria sumir
>até a professora riu
>mas a Thais não
>ela sentou atrás de mim e disse pra eu não ligar pra eles e que eu ficava lindo com vergonha
>caraio vei não pude acreditar
>eu era tão tímido que pedi pra ir no banheiro na mesma hora e fiquei trancado lá até a hora do recreio
>quando o recreio chegou eu pus o dedo na goela na frente da sala dos professores
>acho que vomitei até meu intestino naquela hora
>comecei a dizer que tava passando mal
>os professores me liberaram da escola e fui pra casa mais cedo
>chego em casa e passo a tarde toda tendo fantasias masturbatórias com a Thais
>eu era tão beta quanto aqueles peixes de briga
>quando a noite chega eu corro pra casa do Maicão
>conto tudo pra ele feliz da vida
>Maicão fica feliz por mim
>brodagem.rar
>segue o jogo
>durante o resto do ano eu iria me aproximar cada vez mais da Thais e me afastar cada vez do Maicão
>ele dizia que ela tava me afastando dele mas eu discordava
>dizia que era coisa da cabeça dele
>o tempo passa
>a Thais é promovida à pitanguinha e a distância entre mim e meu brother ia aumentando cada vez mais
>um dia briguei feio com o Maicão quando ele disse que ela tava cmg só por conta do meu dinheiro
>eu não era rico, mas da escola eu era o mais bem de vida
>meu pai era o único que não tava preso e não trabalhava com drogas
>minha mãe não trabalhava na zona
>zoas ela trabalhava sim
>ela agenciava a tua mãe, aquela puta boqueteira
>zoas de novo, minha mãe era artista plástica
>um dia eu acabo falando pra Thais que o Maicão tava se sentindo escanteado
>ela começa a me dizer que era inveja do nosso relacionamento e que ele só queria nos separar
>acabo dando ouvidos a ela e brigando feio com ele
>putaquepariuqueburrice
>nunca devia ter dado ouvidos à ela
>foco no gt
>paro de falar com o Maicão e cada vez mais me entrego pra a Thais
>toda semana era cinema
>lanche na Mc Donald’s
>roupa na Marisa
>minha mesada começou a ser exclusivamente dela
>um belo dia recebo uma mensagem do Maicão dizendo que a Thais tava me traindo
>respondi mandando ele tomar no cu
>ja faziam uns 5 meses que eu não falava com ele e do nothing ele vinha com um papo desses
>ele disse que eu devia ficar atento aos sinais
>não dou a foda pro que ele diz e continuo o namoro
>na semana seguinte vejo ela com uma marca roxa no pescoço
>ela diz que tinha caído da escada
>eu disse que acreditei mas fiquei desconfiado
>nada me tirava da cabeça oq o Maicão tinha me dito
>procuro ele e conto oq aconteceu
>diferente de mim ele não era um filho da puta
>Maicão me ove e depois me conta tudo que sabia
>a Thais tinha vindo da escola em que ele estudava
>ela era conhecida como viúva negra na escola
>ela se prendia à um macho e sugava tudo dele até ele não ter mais nada
>sim, ela tmb sugava o pau
>não, ela não tinha sugado o meu ainda
>Maicão continua a história dizendo que tinha visto ela saindo da casa de um carinha que morava no mesmo bairro dele
>até aí não vi nada demais
>mas ele me disse que ela tinha dado um beijo na boca do cara na saída e quando virou de costas o cara deu um tapa na bunda dela
>ÉOQ?!
>aquela vadia não tinha nem sequer me deixado pegar na bunda dela ainda
>dizia que era só depois do casamento
>eu era beta betoso full +15
>ela me levava pra igreja todo domingo
>acreditava nela sem questionar
>caio no choro e o Maicão me consolou
>disse que eu não tava sendo um bom amigo mas que ele nunca deixou de me ter como irmão
>bolamos desmascarar ela juntos
>ela ia pra casa dele toda sexta de noite
>realizo que era a hora que a mãe dela saía de casa pra ir pro culto de oração da igreja
>caraio_como_sou_burro.jpeg
>chifre.rar
>no dia seguinte falo com a Thais como se nada tivesse acontecido
>ela diz que me ama
>digo que amo ela tmb
>caraio, eu queria matar ela ali naquela hora
>mas amava aquela desgraçada
>feelsbad.png
>sexta feira
>19h
>tava com o Maicão escondido na rua da casa dela
>avistamos a mãe dela saindo de casa
>corremos pra mãe e contamos a história
>mãe não acredita, mas topa ir com agnt até a casa do talarico
>19:30h
>Thais sai de casa com um short enfiado no cu
>pqp pra quê enfiar tanto ssaporra?
>tava tão fundo que ela devia ta sentindo do gosto dele
>seguimos ela de longe
>a vadia entra na casa do moleque
>nessa hora a mãe dela já queria matar ela, mas eu fiz ela esperar
>entrei dando um chutão na porta da frente
>queria pegar ela com a boca na botija
>e consegui
>infelizmente a botija em questão era a rola do cara
>ela tava engolindo o pau daquele moleque com uma facilidade absurda
>nem sua mãe consegue engolir minha piroca tão fácil
>foco no gt
>Thais leva um susto tão grande na hora que morde o pau do cara
>num ato reflexo por conta da dor o cara da um murro na cara de Thais
>ela cai no chão
>a mãe dela comeca a bater nela com uma havaianas e depois começa a arrastar ela pelos cabelos pra fora de casa
>a Thais é arrastada pela rua até chegar em casa
>racho o bico com a cena como mil hienas comemorando a morte do Mufasa
>peço perdão pro Maicão pela cagada que fiz
>Maicão diz que fui um idiota, mas que era o irmão dele e que nada iria nos separar
>dois dias depois Thais chega na escola toda roxa
>tinha apanhado tanto que o conselho tutelar tirou a guarda dela da mãe
>ela chega perto e diz que quer falar CMG
>ignoro
>ela me puxa pelo braço, olha no meu olho e diz:
>como vc descobriu?
>digo que o Maicão me contou tudo
>ela diz que vai pra um orfanato hoje. Só foi na escola buscar sua transferência.
>Kkkkkjkkjjjk
>ela diz que eu posso rir agora, mas quem ri por último ri melhor. Disse também que nunca iria esquecer aquilo e que o Maicão iria pagar por ser x9
>puxo meu braço, dou as costas e vou embora
>ano 2016
>terminei a escola e faço faculdade
>Maicão faz o mesmo curso que eu e estudamos na mesma turma novamente
>full brothers +15
>desde o episódio com a Thais nunca mais tínhamos brigado
>trabalhávamos, tínhamos nossa independência
>tudo ia bem até recebermos o convite para uma festa que rolaria naquela noite
>eu e o Maicão dividiamos o apartamento agora
>o convite veio por baixo da porta dentro de um envelope
>open_bar.jpeg
>o envelope vinha com 2 pulseiras
>as pulseiras davam acesso à área vip da festa onde rolaria os alcoolismo
>ficamos relutante por um momento até abrirmos a carta
>a carta tava endereçada à mim e ao Maicão
>era uma letra de mulher
>não tinha muita informação só dizia que não deviamos perder a festa por nada e que lá tudo seria explicado
>não tinhamos nada à fazer então topamos
>22h
>party.time.jpeg
>logo de cara fomos recebidos por duas loiras peitudas que estavam de camisa branca
>ambas estavam dançando na entrada da festa enquanto se molhavam com uma mangueira
>séélococuzão.rar
>a festa tinha uma proporção de 4 depósitos para cada homem
>a cada dois homens, um era gay
>era tipo o plenário da câmara dos deputados só que ao contrário
>quando entramos no salão principal todo mundo virou pra a gente
>tipo aquela cena do universidade monstro
>as depósitos cochichavam entre elas
>pensamos que tinha algo errado conosco mas a vdd é que éramos os caras mais lindos dali
>na vdd nem éramos isso tudo, mas tínhamos rola e éramos heterossexuais
>feelsalpha.png
>fomos andando até a área vip
>a decoração da festa era cheia de fotos de uma depósito
>era uma ruiva 10/10
>a festa devia ser dela
>tive a impressão que ja tinha visto ela em algum lugar
>áreavip.gif
>a área vip era lotada de bebidas
>não tinha uma depósito abaixo de 8/10
>no buffet tinha camarão e lagosta
>mano do céu era a festa mais foda que eu ja tinha ido
>quando olho pro lado ta o Maicão atracado com uma mina
>dois minutos depois a mina larga ele e agarra outra mina
>ÉOQ?!
>aquilo tava parecendo um bacanal grego
>uma coisa no entanto me incomodava
>quem teria nos convidado?
>avisto a anfitriã da festa, aquela ruiva 10/10
>ela se aproxima de mim lentamente
>mano do céu, paudureci na hora
>só conseguia imaginar eu enfiando o pau tão fundo nela que quando eu terminasse ia ta na camada do pré-sal
>a calça aperta e ela percebe que estou preparado para o abate
>fico sem graça e tento disfarçar
>ela vem por trás de mim, ri e diz que eu fico lindo com vergonha
>gelei na hora
>caraio, era a Thais - pensei
>pergunto se ela era a Thais
>ela ri e me chama de idiota.
>diz que seu nome é Raquel
>caraio, ela nao tinha nada a ver com a Thais
>errei feio, errei rude
>pensei que tivesse estragado minha chance
>raciocinando com a destreza de um crackudo na fissura e digo:
>é porque thaislinda com essa roupa
>ela ri, eu rio, segue o jogo
>nessas horas eu nem sabia mais que existia um Maicão
>só pensava em mergulhar naquelas tetas magníficas
>na boa, se ela fosse minha mãe eu mamaria até hj
>quando olho pro lado o Maicão tava agarrado com duas ao mesmo tempo
>bodyshot.gif
>caraio o Maicão tava levando uma surra de peito na cara enquanto bebia e eu no 0x0
>me aproximo da ruiva já na maldade
>ela chega do meu lado
>põe a mão no meu ombro e fala na minha orelha direita:
>quem é esse teu amigo?
>poooooooooooorra.mp3
>o moleque ja tinha catado duas e agora ia catar a ruiva
>tive vontade de mandar ela se fuder, mas ele era meu brother, não podia prejudicar ele
>nenhuma depósito ficaria entre nós
>não deu nem 10 minutos do momento que disse o nome dele pra ela e ela ja tava agarrada nele
>a ruiva chupava a língua dele como se fosse o último picolé do verão
>avisto uma depósito 9/10 dançando sozinha
>penso em me aproximar, mas antes que eu chegue a ruiva puxa ela e põe na roda com o Maicão
>ja não entendia mais nada
>eu sempre pegava as depósitos +/10 do que ele e agora ele tava numa orgia de bocas e eu sem nada
>começo a beber
>realizo que ta na hora de baixar as expectativas
>avisto uma ananzinha 5/5 escorada no balcão
>me aproximo dela e pergunto se o pai dela era padeiro
>ela pergunta se era pq ela era um sonho
>eu digo que era pq eu queria comer a rosca dela
>sério que anã rabuda do carai
>a anã me dá um tapão e sai de perto
>vsf que festa merda do carai
>comecei a beber descontroladamente pra compensar a frustração
>dou em cima da garçonete
>a garçonete era uma trans
>ela me esnoba e vai embora
>vômito.rar
>caraio nem a mulher com rola me quis
>decido que hoje não é meu dia e que ta na hora de voltar pra casa
>procuro o Maicão pra ir embora cmg
>vejo ele entrando no carro com duas 1,5 depósitos
>pensei que ele tivesse indo pra um motel ou algo do tipo
>ele tava de mãos dadas com a ruiva e com a anã 5/5
>a ruiva olha pra mim, da uma risada e depois um xauzinho
>caraio que raiva daquela ruiva
>me esnobou e agora vai dar pro meu brother
>faço sinal pro Maicão que vou embora
>ele grita “Oklahoma”
>era nosso sinal secreto
>significava que ele ia realizar o ato de socação intra uterina e que eu não deveria incomoda-lo
>entendo o recado, dou meia volta e volto pra casa
>chegando em casa
>tudo girava por conta do álcool
>brinco um pouco com o o Visconde de Sabugosa até ele cuspir
>durmo
>no dia seguinte acordo com dor de cabeça, deitado no sofá
>percebo que tinham 537272717 chamadas não atendidas no meu celular
>todas do Maicão
>imagino todas as desgraças do mundo
>comeco a ligar de volta mas ele nao atende
>recebo uma ligação de um número desconhecido no meu celular
>é uma mulher
>ela ria descontroladamente
>disse que estava na festa o tempo todo me observando
>pergunta se a noite foi boa e se eu peguei alguém
>mando ela tomar no cu e digo que peguei a mãe dela
>ela racha o bico e diz que é impossível pq a mãe dela foi a primeira a pagar oq devia
>gelei na hora
>reconheci a voz
>era a Thais
>ela começa a contar seu plano do mal
>diz que foi parar num orfanato depois daquele episódio
>que apanhou muito da família onde foi parar mas a família era podre de rica
>a família produzia festas tipo o tomorrowland
>viajaram pra fora do país e levaram ela junto
>disse que por muito tempo quis se vingar mas a família não dava a foda
>dois meses atrás a família tinha morrido num acidente de carro e ela ficou como única herdeira
>ela pôs como meta de vida concluir a vingança que passou anos arquitetando
>disse que a festa foi planejada por ela
>que todas as depósitos da área vip foram contratadas por ela baseadas no meu tipo de mulher
>pergunta como me senti não pegando ngm e vendo o meu “amiguinho” catando todas
>respondo que a vingança dela era uma merda e que tava feliz pelo meu brother
>ela racha o bico e diz que a vingança dela não era me deixar sem pegar ngm
>ela queria se vingar dele por ele ter dedurado ela
>pergunto qual vingança há em encher a rola dele de depósito
>você verá - ela me disse
>desligo o espertofone e percebo que chegou uma mensagem do Maicão no oqueapp
>faz uma semana que o Maicão toma mais coquetel que o Amaury Jr.
pica relatada da mensagem
https://preview.redd.it/9o5g9y8ep3n51.jpg?width=1080&format=pjpg&auto=webp&s=3dbefd7c59d10e7b40b9168ddac79176762f8591
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2020.08.18 16:42 Akitemcoragen To desperdiçando minha vida?

Não me sinto bem, sla, sinto que estou desperdiçando minha vida, tenho medo de estar com depressão, fico desanimado, sem vontade de fzr as coisas e só fico pensando se estou jogando minha vida fora ou não.
As vezes eu sinto que precisava de alguém junto de mim, nunca namorei e desisti de tentar passei a ver namoro como forma de sexo fácil e só. Eu sempre tive dificuldade em arranjar alguém, praticamente perdi dois anos da minha vida atrás de alguém que me manipulava, falava que me amava e tudo mais, nunca tivemos nada sério. Ter parado de conversar com ela foi o melhor que fiz, depois disso tive mais decepções amorosas mais nada que se comprava o de antes, eu sempre fiquei na friendzone e odiava isso, dps de 2019 parei de tentar, eu me senti mais feliz e liberto de querer me pressionar a ter alguém.
Pode parecer bem merda essas coisas mais foda-se, eu nem sei pq to escrevendo isso, talvez seja pra me sentir mais tranquilo sla.
Eu sigo fznd EAD e isso é um puta saco do krl, odeio acordar cedo e isso me desanima, eu fico num meio termo entre fazer ou não. Por enquanto eu faço, não sei por quanto tempo mais vou fazer minha mãe praticamente me obriga a fzr essas tarefas, ela é bastante super protetora, por um lado é bom por saber que ela se preocupa e tem medo de algo acontecer cmg sla, por outro lado é ruim pq sinto preso e sem liberdade de fzr o que eu quiser, não me importo de sair na rua e acabar pegando corona, n ligo, n tenho medo dessa merda, mas ela n me deixa sair, as vezes a gente sai pra ir num supermercado sóq nada dmais. Nunca fui uma pessoa que gostasse de sair de casa, mas essa quarentena aumentou minha vontade de sair mais que tudo, me sinto preso, eu quero sair, quero ver uns amigos, quero curtir e não desperdiçar minha vida dentro do meu quarto.
Quero aproveitar cada bom momento que posso, mas n posso aproveitar pq n to vivendo bons momentos, só queria ter coragem de tacar o foda-se pra tudo e fzr tudo o que eu quero fzr. Eu sou bastante fechado e n gosto de falar sobre meus sentimentos, eu só coloco um sorriso na cara e tento fzr de todo momento um bom momento, difícil eu falar sobre o que sinto pras pessoas, eu nunca falei pessoalmente, só por mensagens, e ainda me senti desconfortável.
As pessoas ficam meio que endeusando relacionamentos como se namoro fosse a cura pros problemas, eu sei que não é e que tudo depende de mim e não de outra pessoa na minha vida, mais eu ainda sinto vontade de ter alguém. Vejo várias pessoas saindo e curtindo e eu n saio por causa de terceiros, eu n aguento isso mais, não ta dando.
Eu realmente nem sei pq escrevi isso, talvez eu só esteja desperdiçando minha vida e meu tempo.
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2020.08.06 06:08 denesfernando Sou Babaca Por Querer Que O Namorado Da Minha Amiga Não Passe Mais A Quarentena Aqui E Volte Pra Casa Dele?

Olá Luba, editores, gatas e Turma. Essa história que vou compartilhar aqui é recente, ainda estou tratando em terapia, mas ela começa um pouquinho lá atrás.
Um ""pouco"" de background para situar a todos de onde tudo isso começou.
Em 2013 comecei namorar um cara que vou chamar de Karen, por ele ser muito, mas muito CUSÃO (inclusive, ele se parece muito com você Luba e por vocês serem tão idênticos, eu passei um bom tempo sem assistir o canal, pois não conseguia te ver sem lembrar dele). Mas, enfim, em 2015 ele e o grupo da faculdade dele decidiram morar todos juntos em uma casa perto da faculdade, pois estava exaustivo para todos trabalharem em pontos distintos da cidade (São Paulo, para se alguém quiser se situar).
Então, em janeiro de 2016, eles se mudaram e eu ia para lá aos fins de semana, até que acabei me mudando para a casa em Junho do mesmo ano, no dia do meu aniversário.
Pois bem, foi uma fase horrível da minha vida por causa do meu ex, terminamos em maio de 2017 e tive que sair da casa. Esse meu ex era um abusador, um aproveitador, a pior pessoa que eu poderia ter conhecido na minha vida. Os abusos psicológicos que ele cometeu comigo, afetaram totalmente minha confiança e em como eu viria a me relacionar com outros caras, fora as crises de ansiedade que eu arrasto até hoje.
Mas então, eu fiquei amigo dos amigos dele da faculdade e em especial da Karls que virou minha melhor amiga.
Em 2017 eles terminaram a faculdade e em 2018 o contrato da casa venceu e eles finalmente poderiam se mudar, áquela altura ninguém suportava mais olhar pra cara do Karen.
Então, foi nesse momento, que a Karls e o Akarls me chamaram para vir morar com eles numa nova casa. Sem o Karen. E hoje nós três vivemos como uma família feliz com os nossos pets.
2019
Eu conheci um cara, eu vou chamar ele de Lars.
Lars e eu começamos a trocar mensagens, se conhecer, nos aproximarmos. Até então, antes dele, todos os outros caras que eu acabei ficando, não davam certo, (tem muito gay problemático nessa cidade). Mas Lars foi diferente, conforme nos conhecíamos, ele ia transpondo todas as muralhas que eu usava como defesa, pois meu maior medo seria voltar para um relacionamento abusivo, tóxico e doentio.
Com o Lars eu fui bem devagar, realmente queria conhecer ele, pra ver se o que eu estava sentindo era o certo e se ele não iria me fazer mal.
Nesse tempo conhecendo ele, eu desabafava com Karls todas as minhas inseguranças, pois ela tinha vivido todo o meu drama com o meu ex, ela sabia dos meus medos, receios, inseguranças em me relacionar com alguém e ela me dava todo o apoio, pra poder voltar a acreditar e saber que nem todo mundo é igual o Karen, que na verdade eu dei azar com o Karen, mas que não seria assim de novo.
Depois de tantos embates sobre minhas agruras eu acabei me desarmando e me permiti começar algo com o Lars.
Um mês e meio depois, finalmente decidi trazer ele em casa, para conhecer meus amigos e 😏.
Então, foi nesse fim de semana de novembro de 2019 que coisas aconteceram.
Depois de ficarmos, acabei aceitando os meus sentimentos por ele, pensei que depois de tanto tempo solteiro, passando por aventuras fracassadas com pessoas que não se encaixavam, onde a química só proporcionava uma reação inicial. Ali estava talvez o momento de poder compartilhar momentos com alguém.
Mas aquele início de sonho desmoronou muito rápido. No domingo quando ele estava pra sair para trabalhar, Lars me contou que iria para o Beto Carrero com um amigo. Fui pego de surpresa, pois ele não havia mencionado nada nas nossas conversas durante a semana.
Na época, Lars trabalhava como bartender numa cafeteria e reclamava de trabalhar muito, não ter finais de semana livres e só folgar nas segundas-feiras.
Como não tínhamos oficializado nada, nossa primeira vez foi na noite anterior e o fato de estar disposto a querer começar a construir uma relação tinha sido algo que eu havia arrazoado no meu coração, achei absurdo demais eu questionar porque ele não tinha me falado nada antes.
Tudo bem, ele iria no Beto Carrero com um amigo, logo após sair da cafeteria. Pegaria o ônibus na estação do Tietê no domingo a noite, passaria o dia no parque, já que a folga seria na segunda, e na segunda a noite ele voltaria e iria trabalhar na terça-feira de manhã. Eu, pelo menos, imaginei que seria assim.
Na segunda-feira, eu fui trabalhar normal, vi as fotos dele no Beto Carrero, os stories no Instagram aparentemente nada de estranho, mas a primeira coisa que me chamou a atenção foi o fato dele não ter postado um único story com o amigo, mas até aí, se eu encucasse com isso, seria uma atitude tóxica e eu não queria isso. Numa relação deve existir confiança.
Nós não nos falamos o dia inteiro, pois eu não iria ficar o importunando num passeio como aquele, que ele aproveitasse o máximo possível. Foi quando às 18:00 eu resolvi mandar uma mensagem para ele, já que eu estava saindo do trabalho.
A mensagem era mandando um "oi" e desejando que ele tivesse se divertido bastante e fizesse uma viagem tranquila de volta.
Foi quando ele me respondeu que não voltaria aquela noite, que ele iria para Balneário Camboriú com o amigo passear de barco. Eu fiquei completamente sem reação, foi um choque. Ele só reclamava de como o trabalho explorava ele, não era flexível e do nada, de uma viagem totalmente espontânea que aconteceu aleatoriamente pra aproveitar um dia de folga num bate e volta, surgiu uma folga no dia seguinte.
Eu não tive como não ser arrastado de volta para os tempos do Karen, onde eu fui trouxa por anos, onde ele matava aula pra transar na escada da faculdade, dizia que ficava até mais tarde no serviço pra não pegar trânsito, mas na verdade ia para dates furtivos de apps de pegação (inclusive tenho uma história ótima com relação a isso da época do Karen), enfim, meu cérebro e meu coração ligaram o sinal vermelho, as sirenes começaram a zunir no meu ouvido, a última coisa que eu queria era ser enganado como fui na minha última relação.
Voltando, Lars não falou mais nada depois disso, fui pra casa naquele dia. Na terça-feira de manhã, outro sinal de alerta, não tinha nenhuma mensagem no celular. Isso poderia ser irrelevante, se a gente não tivesse passado o último mês e meio, trocando várias mensagens e memes da hora que acordava até a hora de dormir. Me senti mal, a conversa tinha morrido da noite para o dia, fiquei angustiado, pois eu estava começando a gostar dele e aquilo mudou da noite para o dia.
Terça-feira se foi, ele em Balneário Camboriú, fotos e stories no Instagram se seguiram e nada desse amigo misterioso.
Finalmente, a noite ele estava voltando e mandou uma mensagem dizendo que estava exausto, mas estava voltando. Nesse momento, minha mente já tinha formulado mil e uma histórias, mas resolvi ser prudente, apesar da angustia que estava sentindo.
Foi difícil dormir aquela noite, na manhã seguinte, ele mandou uma mensagem dizendo que havia chegado, estava exausto, mas estava indo trabalhar.
Nossa conversa, já não era a mesma, algo tinha mudado, as palavras ou a ausência delas são um termômetro para o coração, escrever para outra pessoa é um ato de conexão e o nosso elo havia se rompido.
Foi quando resolvi confrontá-lo.
Segue abaixo a conversa no whatsapp:
[28/11 11:56] Denes: Desculpa, Lars.
[28/11 11:56] Denes: Eu não sei de fato o que aconteceu
[28/11 11:56] Lars: Pelo o que ?
[28/11 11:56] Denes: mas desde terça que eu sinto que nossa conversa morreu
[28/11 11:56] Lars: :(
[28/11 11:56] Lars: Eu que peço desculpas
[28/11 11:57] Denes: se vc puder me dar uma luz
[28/11 11:57] Lars: Questão de conversa tbm não sei ... :(
[28/11 11:58] Lars: Não quero ser cuzao contigo
[28/11 11:58] Denes: me diz o que tá acontecendo
[28/11 11:59] Lars: Gosto olhando no olho
[28/11 11:59] Lars: Gosto de vc
[28/11 11:59] Denes: talvez não haja olho no olho se eu não entender o que está acontecendo
[28/11 12:00] Denes: eu tb descobri que estou gostando de vc
[28/11 12:00] Denes: descobri de uma maneira bem ruim
[28/11 12:00] Denes: só quero que vc me diga
[28/11 12:00] Denes: sem medo
[28/11 12:02] Lars: Eu recebi uma ligação de alguém antes de viajar que me deixou balanceado
[28/11 12:02] Denes: prossiga
[28/11 12:02] Lars: Não gosto da ideia por aqui
[28/11 12:03] Lars: Mas tá bom ...
[28/11 12:03] Denes: por favor, agora que começou, não pare
[28/11 12:03] Lars: Pouco antes de conhecer vc eu tinha acabado um relacionamento ...
[28/11 12:03] Denes: hum
[28/11 12:04] Lars: E tipo ainda algo que me deixa balançado e tal ...
[28/11 12:05] Denes: entendi
[28/11 12:05] Denes: ah...
[28/11 12:05] Lars: E tipo não quero mentir pra vc
[28/11 12:05] Lars: Nem ser um cuzao contigo me entende
[28/11 12:05] Lars: Quero ser sincero sempre
[28/11 12:05] Lars: Não só com vc mas comigo mesmo
[28/11 12:06] Denes: então, o livro de Harry Potter que está com vc, foi um presente de um amigo meu que faleceu esse ano, será que posso pegar com vc na catraca amanhã da Santos Imigrantes
[28/11 12:06] Lars: Sim ... Claro ... Mas queria conversar mais com vc pessoalmente
[28/11 12:06] Lars: Se não se importar
[28/11 12:07] Lars: Tenho um presente pra vc
[28/11 12:07] Denes: eu vou me importar
[28/11 12:07] Denes: por favor, sem presentes
[28/11 12:07] Lars: Tudo bem :(
[28/11 12:09] Denes: amanhã as 8:30 te encontro na Catraca
[28/11 12:09] Lars: :( eu lhe entendo sabe ... Mas confesso que gosto de vc e queria que vc permanecesse na minha vida independente de qualquer coisa
[28/11 12:09] Denes: não será possível
[28/11 12:09] Lars: Tudo bem eu entendo vc ... :(
[28/11 12:09] Lars: Me desculpa
[28/11 12:10] Denes: te encontro amanhã na catraca sem falta
[28/11 12:21] Lars: Hj vc sai que horas do trabalho?
[28/11 12:24] Denes: Desculpa, Lars. Mas eu só pretendo te encontrar para pegar o meu livro. Não, temos nada para conversar. Você não me deve satisfações, justificativas ou esclarecimentos. Apenas o meu respeito. Mas, mesmo assim. Esse ponto final precisa ser colocado.
[28/11 12:25] Lars: Tudo bem eu entendo e respeito vc ... Falei de hj pq posso te entregar hj o livro
[28/11 12:25] Lars: Ele está comigo aqui no trabalho
[28/11 12:26] Denes: Eu saio às 18:00
[28/11 12:26] Lars: Posso te entregar hj o mesmo horário ... Na estação melhor pra vc
[28/11 12:27] Denes: Que horas na Santos Imigrantes vc vai passar por lá?
[28/11 12:27] Lars: Umas 19h a 19:30
[28/11 12:28] Lars: Mas espero a sua hora
[28/11 12:28] Denes: Okay, as 19:00 estarei lá
[28/11 12:28] Denes: Se chegar antes estarei sentado em algum dos bancos da plataforma
[28/11 12:29] Lars: Tá bom
[28/11 12:29] Lars: Sei o que vc vai falar ... Mas desculpas :(
Quando ele falou dessa ligação do ex e ficou balançado, eu senti uma enxurrada de sentimentos negativos, o tsunami de chorume que eram as mentiras do Karen voltando a tona. Todas as desculpas esfarrapadas, parecia que eu estava vivendo tudo outra vez.
Eu estava cego, na gana de não querer cometer os mesmos erros do passado, acabei sendo seco, duro e intolerante, condenando um pelos erros de outro.
Eu já tinha sentenciado dentro de mim que aquela viagem foi algo que ele tinha programado com o ex e que tinha ido com ele e que eles tinham se acertado e que ele queria me manter como step se nada desse certo. Enfim…
Nesse mesmo dia, fui buscar o meu livro (um fato curioso, esse livro que foi presente de um amigo que veio a falecer em 2019, foi um presente pra me lembrar o quanto eu sou uma pessoa corajosa, era a edição de 20 anos da Pedra Filosofal nas cores da Grifinória e dentro ele escreveu a famosa frase da Luna "As coisas que perdemos sempre acabam voltando para nós. Mas nem sempre na forma em que pensamos." https://imgur.com/a/ebJFd2U
Ironicamente, quando paro pra olhar isso em particular, penso na grande ironia de tudo.
Eu cheguei antes na estação, fiquei esperando, sentado num banco na plataforma, vendo vários trens passando, várias pessoas descendo na estação vindo depois de mais um dia de trabalho. A minha ansiedade estava a mil, eu queria chorar, estava angustiado com tudo aquilo, pior, sem entender como "tinha cometido" o mesmo erro outra vez.
Ele chegou uns 15 minutos depois, estava com o livro na mão, eu peguei o livro e então ele me estendeu os braços pedindo um abraço, fiz com ele o que eu devia ter feito com o Karen, olhei para ele com a minha pior cara de desgosto e nojo e falei "Adeus", virei as costas e deixei ele lá.
Hoje, não me orgulho do que eu fiz, sinto vergonha quando penso, mas para que vocês entendam aquele gesto, mesmo ele não sabendo, era algo traumatizante, no término com o Karen, quando coloquei minhas malas e meus livros no táxi, ele chegou até mim e na maior cara de pau, na sua maior interpretação pra burguês ver, ele me pediu um abraço e o trouxa aqui cedeu esse abraço, então ele sussurrou no meu ouvido "Sou eternamente grato por tudo o que a gente viveu e você vai sempre poder contar comigo para o que você precisar" e quando eu precisei o que eu ouvi? "Não tenho obrigação nenhuma de te ajudar."
Quando eu saí da estação, bloqueei o Lars em todas as redes sociais, Facebook, Instagram, Whatsapp e até o número dele pra ele não me mandar SMS ou ligar. Não queria nunca mais ouvir falar dele pelo resto da minha vida.
Alguns dias se passaram e a Karls me contou que Lars havia mandado mensagem para ela no Instagram dizendo que estava preocupado comigo, queria falar comigo e eu irredutível falei que nunca mais queria saber nada a respeito dele.
Então ali eu tinha colocado uma pedra em cima desse assunto, vida que segue.
Dezembro de 2019
Karls é uma garota muito linda, mas em todos esses anos de amizade ela só se envolvia com os piores caras do Tinder, uma fase da vida dela que fazemos piada, mas que se você olhar atentamente, era bem triste.
Ela tinha o sonho de conhecer um cara bacana, compartilhar momentos, viver toda aquela fantasia de namoro, dormir abraçada, assistir anime, cantar músicas da Disney e cozinhar todos os pratos possíveis de todos os programas de culinária que existem no mundo.
Depois de anos, esse cara apareceu. Vamos chamá-lo de Darls.
Darls é um cara super carismático, que faz amizade por onde ele passa, falador, contador de piada, solicito, uma pessoa que todo mundo iria adorar ter como amigo.
JANEIRO 2020
Parecia que Darls sempre esteve nas nossas vidas, Akarls e eu o recebemos de braços abertos, pois víamos o quanto ele fazia Karls feliz.
Logo ele começou me pedir dicas e mais dicas de coisas que fariam a Karls feliz e nesses 5 anos de amizade eu era a pessoa que mais sabia de tudo o que a Karls gostava.
FEVEREIRO 2020
Eles oficializaram o namoro, (meio rápido, mas…), então ela entrou numa tour para conhecer todas os amigos dele, pois ele queria apresentar a namorada para as pessoas importantes na vida dele.
Darls mora a 35km de distância, num bairro distante, 2 horas de viagem no mínimo, mas ele sempre estava vindo passar mais tempo aqui.
MARÇO 2020
Pandemia chegou, isolamento social foi instaurado, pessoas em casa. Eu sou editor de vídeo, então estou trabalhando em casa desde que esse inferno começou. E quem acabou vindo para cá, também? Exatamente, Darls.
A companhia dele era agradável, e por vermos Karls feliz, nada objetamos, aceitamos naturalmente a estadia dele aqui. Mesmo que nunca tenhamos conversado isso entre nós, foi natural olharmos para a felicidade dela.
ABRIL 2020
Um mês de quarentena, eu sou uma pessoa ansiosa. Solteiro que passou da barreira dos 30, já havia sentenciado que não conheceria ninguém e morreria só, pois já estava sem esperança de conhecer alguém em um mundo sem um vírus mortal, imagina em um mundo onde estar perto 2 metros de alguém pode ser sua sentença de morte.
Eu comecei entrar numa crise terrível, comecei trabalhar demais, a fazer 12 horas de trabalho por dia e no meu tempo vago eu comecei a assistir todos os filmes e curtas gays já foram produzidos no mundo. E nisso, fiz a burrada de assistir um filme que superestimei por anos.
Brokeback Mountain.
'O que eu fiz da minha vida?'
Eu fiquei tão mal, mas tão mal, que naquela noite eu fui dormir chorando e os dias que se seguiram eu tive tanto remorso pelo final daquele filme, que certo dia eu comecei chorar na frente da Karls e do Darls enquanto a gente almoçava.
No final de abril, meu tio implorou que eu fosse na casa dele, pois estava tendo um problema entre minha mãe e minha irmã e ele estava preocupado da minha mãe acabar se metendo em um avião e vindo pra São Paulo no meio de uma pandemia. Fui, como se eu já não estivesse colapsando, ainda tinha que resolver o problema de outras pessoas.
Naquela semana, eu assisti um vídeo, tenho 80% de certeza que foi no LubaTV os outros 20% acho que foi no canal do Henry Bugalho, que falava sobre perdão, algo do tipo "se não perdoamos, do que adianta pedirmos desculpas" e eu já estava muito reflexivo.
De noite, eu estava no apartamento do meu tio, quando recebi uma notificação de que alguém tinha me seguido no Twitter.
Abri a notificação e vi que era o Lars me seguindo quase 6 meses depois. Ele não tinha twitter e tinha criado uma conta por causa da quarentena.
Minha primeira reação foi bloquear ele, mas aí bateu aquele turbilhão de coisas acumuladas nessa quarentena. O final de Brokeback Mountain, a fala sobre perdão e um detalhe sobre o Lars que pesou muito, ele tem diabetes, acho que é um tipo raro, ele desenvolveu super novo, ele toma dois tipos de insulina, ele é grupo do risco.
Sentei no sofá e me perguntei, 'o que ele queria depois de todos esses meses? Ele não entendeu o meu "Adeus"?'
Pois, bem. Fui até o Instagram, desbloqueei ele e mandei a seguinte mensagem:
"O que você quer?"
Ele levou uma meia hora pra me responder, o 'digitando…' parecia eterno.
Resumindo, ele falou que se importava muito comigo, que eu marquei a vida dele, que nunca quis se distanciar de mim, que jamais foi a intenção me magoar com o que quer que tenha acontecido e que nunca dei a oportunidade dele se explicar.
E eu respondi, que não importava o que ele tivesse para me dizer, não ia mudar a opinião que eu tinha sobre ele.
Ledo engano, meus caros.
Fui dormir às 4 da manhã, tirei tudo de dentro de mim, tudo o que eu inventei na minha cabeça. Porque no meu relacionamento anterior eu ouvi tantas mentiras, que acabei jurando que qualquer um iria mentir para mim, era o único referencial que eu tinha.
Só para que vocês saibam, era realmente um amigo, as fotos que ele tirou junto com o amigo no Beto Carrero, foram todas no celular do amigo a folga da Terça-feira, o chefe dele estava devendo uma folga para ele e como ele não iria poder tirar essa folga a mais do que as que estavam previstas para Dezembro, o chefe deu a folga pra ele na terça para que ele aproveitasse mais um dia de viagem. E sim, o ex dele ligou, ele ficou balançado, pois eles tinham tido uma história recém terminada, mas ele me contou, primeiro porque eu insisti, mas também porque ele não queria mentir pra mim, já que eu tinha todo esse problema com mentiras, então ele queria ser honesto comigo desde o início e que nunca foi a intenção dele voltar com o ex, tanto que ele não voltou, ele queria estar comigo, e que mesmo tendo passado todo aquele tempo ele nunca tinha me esquecido e não tinha desistido de mim.
Eu falei para ele que não sabia como reagir a tudo aquilo, disse que não sabia se seria capaz de confiar nele. E que ele não tivesse esperança, mas que eu iria refletir sobre tudo aquilo.
Então eu voltei pra casa e compartilhei a história com Karls e Darls.
Karls ficou meio com o pé atrás, mas Darls me apontou os erros que eu cometi, me fez enxergar o quanto eu tinha exagerado pelo medo e desconfiança que eu tinha, que não tinha nada a ver com Lars e minha ficha caiu.
Agora, tudo o que me restava era o meu orgulho, eu precisava passar por cima disso.
Voltei a conversar com Lars, aos poucos, foi difícil no início, mas ele foi muito tolerante, eu expliquei que não estava sendo fácil voltar a conversar com ele, mas que compreendi que muito daquela situação era culpa minha.
Ele começou a me mandar mensagens de manhã e a noite, de bom dia e boa noite e esporadicamente algum meme. Foram duas semanas conversando quando houve a necessidade da gente se ver. Eu não sabia como iria reagir.
Sim, ele viria aqui em casa no meio de uma quarentena, mas antes que cresça os julgamentos, moramos próximo um do outro, ele viria a pé, sem pegar nenhuma condução e num horário de pouco fluxo.
MAIO 2020
Então comuniquei que ele viria aqui em casa para Karls, Akarls e Darls. Aparentemente, achei que todos tinham recebido a notícia de bom grado.
Ele veio, a primeira coisa que ele fez foi ir para o banheiro tomar banho, com Covid não se brinca. Depois, sentamos e conversamos, e mais uma vez, eu falei tudo de novo, dessa vez olhando no olho, colocando tudo a limpo, uma conversa franca, contei de todas as impressões que eu tive de tudo o que aconteceu, como a narrativa se construiu na minha cabeça e porque agi da maneira que agi.
Em contra partida, ele disse que estava tudo bem, disse que ficou muito chateado, mas os amigos dele conversaram com ele dizendo que tinha um motivo para eu agir como eu tinha agido. Ele me falou que nunca me esqueceu e queria ter uma oportunidade de conversar comigo e esclarecer as coisas, pois sabia que tudo tinha sido um grande mal entendido. Ele falou que mandou várias mensagens para a Karls, mas não obteve resposta. E quando ele me mandou o convite no Twitter, ele disse que seria a sua última tentativa de se aproximar de mim, se não desse certo, ele mesmo desistiria de tudo.
Ele passou três dias aqui em casa, eu não me abri tanto com ele com relação a isso, mas eu senti muito remorso por como as coisas aconteceram por minha causa.
Outra coisa, lembra na mensagem, quando ele falou que tinha um presente para me dar e eu falei que não queria? Ele trouxe o presente, ele guardou o presente todo esse tempo e disse que toda vez que via o presente, ele lembrava de tudo o que a gente viveu e a coisa que ele mais queria era me dar esse presente, que ironicamente ele comprou na viagem para o Beto Carrero.
Era um funko do Harry Potter, já que eu amo muito Harry Potter. (Não, não sou transfóbico, eu amo Harry Potter desde 2000). http://imgur.com/gallery/cah0Ry7
Ele voltou pra casa dele. Continuamos a nos falar, reatar laços, ter essa troca.
Compartilhei minhas impressões com Karls e Darls, eu estava relutante, desacreditado. As pessoas subestimam relacionamentos abusivos, mas a gente carrega coisas por anos, os estragos são terríveis, estava eu provavelmente estragando uma oportunidade de ser feliz por medo de ser feliz.
As coisas foram devagar, estávamos conversando de nossas rotinas na quarentena, ele o quanto sentia falta do trabalho e não aguentava mais assistir séries e eu o quanto estava trabalhando e engordando, já que editor de vídeo trabalha em casa, praticamos isolamento social antes disso "estar na moda" (✌️ salve editores do canal, eu juro que tô escrevendo essa história que já passa de 4 mil palavras, pensando se realmente o Luba lerá essa história na Turma-Feira, fico imaginando no trabalhão que vocês vão ter pra editar, se eu puder pedir, posta a Timeline pra eu ver como ficou no final, curto muito timelines [Sim, pra quem não entende, isso é meio creep]).
JUNHO 2020
Lars voltou, veio para estar comigo no meu aniversário, inclusive ele me presenteou com Find Me do André Aciman, ele disse que queria me dar a muito tempo, pois em novembro do ano passado eu estava lendo Call me by your name e eu estava namorando pra comprar o livro quando fosse lançado, mas não deu nem tempo dele poder comprar na época.
No meu aniversário, resolvi cozinhar para comemorar, fazer escondidinho de frango. Eu estava de folga e queria fazer algo especial para Karls, Darls, Akarls e Lars. Eu passei a tarde e começo da noite cozinhando e Lars me ajudando.
Então, aconteceu o estopim de todo o caos.
Karls e Darls desceram e viram que o escondidinho não estava pronta ainda, ela fechou a cara e disse "Nossa, ainda não está pronto?". Depois eles fizeram um sanduíche e comeram e subiram, bastou aquilo pra me entristecer, até entendo que ela poderia estar com fome, mas ela bater porta de armário e a porta da geladeira acabou todo o meu ânimo, me senti super mal.
Comi aquele escondidinho triste, o clima na mesa estava tenso e na boa o que era pra ser uma comemoração no que eu acreditava ser entre família, foi a porcaria de um jantar de aniversário que eu perdi tempo fazendo.
Lars voltou pra casa dele, continuamos nos falando e estreitando os laços, aproveitando a companhia um do outro, e finalmente no meio de toda essa situação de merda que estamos vivendo no planeta, senti uma esperança de que talvez tudo daria certo, pelo menos uma vez.
Mais uma vez, ele veio passar o fim de semana aqui em casa, e foi divertido, assistimos filme, contamos piadas e o melhor, eu estava podendo dormir abraçado com ele, por a cabeça no travesseiro e não me sentir só.
JULHO 2020
O mês do caos, eu odeio Julho, por tantos motivos, sério. Eu tenho inúmeras histórias de desgraças nesse mês que PQP (Gif da Xuxa).
Lars me mandou mensagem dizendo que ele teve uma briga terrível com o sobrinho dele, na briga eles só faltaram sair na porrada, ele falou que estava mal por estar na casa da irmã dele e por toda essa indisposição com o sobrinho que tem 18 anos e é um completo folgado. Ele disse que iria procurar um lugar pra ficar, mas até lá, ele perguntou se poderia ficar aqui até encontrar esse lugar.
E como eu já fui colocado pra fora de casa pelo meu tio e me vi sozinho, eu sei o quanto é importante ter alguém pra estender uma mão amiga nessa hora.
Eu respondi que sim, mas que ia comunicar o Karls e o Akarls. Expliquei a situação Lars e eles falaram que tudo bem.
A Karls começou a fazer um freela permanente em um grande estúdio aqui de SP, então ela já não estava ficando em casa e quando estava, ficava a maior parte do tempo com o Darls, que ficou aqui em casa, mesmo ela trabalhando regularmente, já que as coisas estão flexibilizadas por aqui.
A princípio, Lars ficaria aqui até dia 10, ele tinha acertado de ir morar com um pessoal que ele achou num grupo do Facebook, mas o lugar onde esse pessoal ia morar não deu certo, pelo o que ele me contou, foi lance com a Porto Seguro, ele ficou decepcionado, porque os meninos eram legais. Então, ele voltou para a busca de encontrar um lugar pra ficar, eu inocente disse que ele poderia ficar o tempo que precisasse.
Interiormente, eu queria me redimir por toda a injustiça que foi o nosso início, queria fazer certo dessa vez, pois ele estava sendo bom pra mim e eu nunca tinha tido isso, esse convívio.
Enquanto ele estava aqui, comecei a ter companhia para o almoço, passei a comer direito, já que ele é obrigado a comer certo por causa da diabetes, eu estava até me alimentando nos horários certos. As noites assistíamos séries abraçados, até a hora de dormir. Parecia um oasis no meio de todo esse inferno que estamos vivendo, por um único instante eu esqueci de tudo de ruim.
Nesse período, ele estava procurando vários quartos, mas só encontrava cativeiros sendo alugados por mercenários.
Conforme o mês ia passando, Karls estava bem estressada com tudo e quando estava todo mundo na cozinha, ela parecia evitar querer falar com ele. No início, eu pensei que fosse TPM ou alguma coisa em particular dela com Darls.
Mas eu tive certeza que era alguma coisa com o Lars, no dia que estávamos jantando e ela veio informar que o botijão de gás tinha acabado e ela tinha comprado um novo, mas ela insinuou que estávamos cozinhando demais. Eu fiquei, sem reação, pois não esperava por aquilo, como eu falei, ela e o Darls estavam fazendo todas as receitas que existiam na internet, como que o Lars 10 dia aqui era a causa do botijão ter acabado?
Então aquilo começou a ficar espinhoso e o meu erro foi não ter confrontado. Eu comecei a me sentir acuado com o Lars e não sabia o que fazer, ele já estava numa puta situação frágil por ter saído da casa da irmã por indisposição com o sobrinho e a coisa que eu mais queria era que ele se sentisse confortável na minha própria casa.
No meio de tudo isso, ele voltou a trabalhar e eu passei a acordar cedo junto com ele, pra tomar café e abrir o portão pra ele poder sair, num desses dias, eu levantei e fui no banheiro e enquanto eu usava, a Karls bateu na porta perguntando quem é que estava lá dentro de uma maneira meio ríspida, no caso era eu, mas o Lars viu a situação toda, ele não me falou, mas eu reparei que ele parou de tomar banho de manhã antes do trabalho. Dizia ele que o banho da noite era suficiente.
Depois, ele parou de tomar café da manhã, disse que tomaria café na cafeteria que ele trabalha.
A próxima coisa que aconteceu foi um dia que eu estava na cozinha e fui informado que Karls e Akarls decidiram que não iríamos mais fazer as compras de mercado juntos. E que só manteríamos os produtos de limpeza e higiene e que o resto era cada um por si.
Confesso, que na hora não compreendi o que estava acontecendo, eu estava muito desligado, na verdade não acreditava que os meus amigos estavam me excluindo por causa do Lars, eu estava sendo ingênuo, pois não imaginaria que aquilo estava acontecendo.
No meio desse caos todo, Lars, virou pra mim e disse que a irmã dele pediu que ele fosse na casa dela. Então ele iria direto do trabalho e dormiria lá no sábado para o domingo, já que estaria de folga e voltaria pra cá no domingo a noite.
Só que ele não voltou, ele disse que a irmã dele pediu para que ele dormisse lá mais uma noite. Pensei, okay, ele vem então amanhã direto do trabalho pra cá, mas aí ele não veio na segunda, foi quando o peso de tudo bateu.
A essa altura eu já estava angustiado com tudo aquilo e direcionei minha frustração para o lado errado, em vez de confrontar quem estava causando toda essa situação insatistória, eu cobrei dele, porque ele não estava aqui. Perguntei, porque ele não queria estar mais aqui. Ele falou que queria. Então, eu perguntei porque o domingo, virou segunda e agora a segunda virou terça? Ele hesitou, aí eu perguntei se era por causa da Karls e ele disse que só não queria incomodar ninguém.
Eu fiquei mal, por ele se sentir mais incomodado na minha casa do que na casa da irmã dele com o sobrinho folgado que estava fazendo da vida dele um inferno.
Fiquei desapontado, ele veio na quarta, conversei com ele, disse que iria conversar com a Karls sobre toda essa situação. Mas já era tarde.
Era a última semana de Julho, e antes mesmo que eu pudesse conversar com a Karls, Akarls chegou dizendo que não dava mais para dividirmos a conta de água como estávamos fazendo, por 3, teríamos que dividir por 5, já que a conta ficou mais cara.
Na sexta-feira daquela semana, Lars encontrou um quarto numa casa que ele meio que alugou as pressas e ele se mudaria na primeira segunda de agosto. Quando eu pude confrontar Karls, no sábado, sobre tudo aquilo, já era tarde. Falei que fiquei chateado deles quererem repartir a conta da casa por 5 com o Lars pelo mês que ele passou aqui, mas isso nunca foi nem cogitado nos 5 meses do Darls aqui. Falei que fiquei decepcionado por ela não ser capaz de enxergar a minha felicidade. Por não ser capaz de ver o quanto eu estava feliz, como eu enxerguei a felicidade dela com o Darls e o recebemos de bom grado dentro de casa por causa da felicidade dela. Disse que foi muito cômodo pra ela ter alguém pra poder dormir junto, assistir coisas juntos, ter os momentos a dois e quando eu pude ter o mesmo, ela não olhou para mim com os mesmos olhos.
Enfim, Lars se mudou, tomei esse tempo que poderia estar assistindo uma série com ele para escrever tudo isso. Angustiado e decepcionado. Darls não tem culpa de nada do que está acontecendo, mas agora acho completamente injusto ele estar aqui e o Lars não estar, não sei o que fazer, minha vontade é de falar, "acabou a quarentena para os dois, pode voltar para sua casa". Me sinto injustiçado e triste por alguém que eu amo tanto, não ter sido capaz de enxergar que eu estava feliz. É isso, estou esperando a próxima sessão da minha terapia e Karls e Darls estão lá no quarto dela e eu estou só.
E para finalizar, essa foi minha conversa agora a pouco com o Lars.
Lars https://imgur.com/gallery/PRrxEI6
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2020.07.25 03:22 Ghostin_suggoi A xereta do whatsapp (n tenho criatividade para criar nomes, ent fiquem com isso)

Olá Luba, editores, gatas, papelões ainda vivos e turma que está a lever. Bem, la estava eu com meus 14 anos, havia me recém descoberto pansexual (apesar de atualmente ter muitas dúvidas sobre isso), estava lá na escola nova, estava conseguindo me entrosar com as outras pessoas. Nessa escola já havia pessoas da minha outra escola, consequentemente ja conhecia algumas pessoas. Dessas pessoas que já conhecia (vou chamá-lo de Richard) havia Richard. Richard já tinha estudado comigo por 2 anos e agora nessa escola nova, nunca parei para conversar com ele para se conhecermos mais a fundo. A escola tinha um "tema" de ensinar os alunos a serem "protagonista" e a direção tinha um projeto de colocar determinados alunos para supervisionar outros alunos no RECREIO (a escola era integral e tinha 3 recreios então provavelmente vou falar de mais um recreio). Somente os líderes e os vice (não sei se tem isso nas outras escolas, mas é tipo os representantes da turma) eram os supervisores, e adivinha? eu era vice e o Richard era líder, isso abriu várias possibilidades de conhecer melhor ele, o porque disso é bem simples. Além de passar 3 intervalos fazendo essa supervisão no recreio, nós tinhamos pequenas reuniões, onde na qual quando acabavam nós íamos mais cedo merendaalmoçar doq os outros alunos. Depois de um tempo, nós começamos a se conhecer melhor e eventualmente trocar o famoso zap zopti (???) um do outro. Conversa vem e conversa vai, (claro alguns dias se passaram) eu disse q qria conversar com ele, porém ele disse q estava mt ocupado e que qnd chegasse em casa dava certo. Ao chegar em casa a primeira coisa que eu fiz foi ir falar com ele para se declarar (nunca tive tantos problemas com isso), e eu disse que n qria somente amizade queria algo a mais, e por alguma sorte do destino ele disse q sentia a msm coisa por mim, enfim, comecei a namorar a escondido com ele, (dos meus pais) sempre foi uma coisa mt aberta com meus amigos e consequentemente acabou q nos primeiros dias de namoro, a escola toda ja sabia q eu namorava. Estava indo tudo muito bem, mas alegria de pobre dura pouco, e realmente dura mt pouco. Certo dia estava lá eu na escola tudo ocorrendo normal até eu chegar em casa. Quando chego, rolou o seguinte diálogo com meu pai (um homem estupidamente homofóbico, mas isso não vem o caso agora): - O que foi que aconteceu? - Nada? - Pq sua mãe ta la no quarto chorando? Eu tinha ficado em dúvida, até ir la no quarto da mesma. E vi uma das cenas mais traumatizantes que ja tinha acontecido na minha vida: Minha mãe chorando, com a camisa toda molhada de provavelmente lágrimas, e com os olhos inchados (oq provavelmente ela ja estava ali chorando por algum tempo). Eu estava por incrível que pareça muito calmo (até hoje não sei como) e calmamente perguntei - Mãe oq foi que aconteceu? Eu fiz essa pergunta por mais/menos umas 5 vezes, até ela fazer a simples pergunta: - Porquê? - Porque o que? (minha mãe me entrega o celular na conversa com Richard) Eu fiquei meio espantado, porém tentando manter a calma pelo seu belo histórico de pegar meu celular escondido para ler minhas conversas. - Então eu ja venho querendo falar isso com a senhora a algum tempo... Eu não sou hétero (tive que explicar para ela o q era ser hétero), mas pansexual (tmb tive q explicar para ela oq era). - Como você pode esconder isso de mim? Nós éramos tão próximos... Isso com certeza foi influencia dos seus amigos. (eu não queria prolongar muito pq ja sabia que ela não iria entender logo de começo) - Mãe, eu não me sinto confortável com a senhora falando dessa maneira... - POR QUE VOCÊ NÃO ME CONTOU? - Por causa disso mesmo, mas enfim, não estou entendendo o pq da senhora estar chorando desse jeito por uma coisa como essas, isso não é nada de errado (pra ela sim pq ela é típica mãe religiosa, e tudo que não seja de acordo com a bíblia está errado). Depois de um tempo eu disse que não queria q ela contasse para o meu pai, pelo motivo dele ser preconceituoso para caralho. Ela concordou, porém alguns dias depois ela disse ESCONDIDO de mim sobre a minha sexualidade, tipo, vcs podem até estar achando errado eu pedir para esconder isso do meu pai, mas vcs não sabe o quanto ele ja me criticou por isso. Quando cheguei em casa ele ja estava com raiva e me perguntou (gritando pq ele não sabe falar baixo) - NÃO TINHA MULHER PRA BEIJAR NÃO NAQUELE BANDO DE VAGABUNDOS DA SUA ESCOLA? Eu simplesmente não respondi pq não adiantaria, ele tem 67 anos, logo tudo que eu falasse ia ser totalmente anulado. Bem, até hoje (isso tudo aconteceu antes da pandemia, no início do ano), não tocamos muito nesse assunto e o meu pai somente caga pelo fato de mim beijar homens. Então lubixco (provavelmente ele n vai ler isso, mas não vale nada sonhar kkk), e pessoas que leram até aqui essa foi minha história. Tenho somente uma dúvida (tanto para o luba e tanto para quem está lendo): É capaz de uma pessoa parar de se atrair por um sexo e começar a se atrair por outro? Eu estou nisso ja faz um tempo e não sei o pq. Até 2 anos atrás gostava de uma menina, q eu gostava mt e ela n sentia nd por mim. Atualmente não consigo sentir nd pelo meu sexo oposto, agradeceria mt se algm pudesse me explicar ou dizer se passa por algo parecido. Então é isso bye.
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2020.07.20 06:48 MaelyzRoza Seu amigo te beijou a força, logo vc é uma vagabunda

Olá Luba e possível convidado, Misty e Galadriel(pss pss pss), editores seus lindos, cabeça do Fodrigo Raro e turma que está a ler.
Como eu sei que vocês adoram histórias de ex, aqui vai logo a história triste do final do meu primeiro namoro envolvendo Nice Guy, relacionamento abusivo e dupla traição por parte do meu ex e do meu melhor amigo na época.
Os nomes já estão alterados então não se preocupem em censurar caso apareça em vídeo.
Eu nos meus inocentes 15 anos tive meu primeiro namorado(vamos chamá-lo de Charlie), mas de cara meu pai não gostava dele pq ele tinha certeza que Charlie não gostava de mim, fica a dica desde agora turma, ouçam seus pais pq o instinto deles não falham. Charlie no começo do namoro era super carinhoso e sempre me dava presentes, sms logo de manhã me elogiando dizendo que eu era maravilhosa, cineminha todo fds e etc. Lá pro nosso 6° mês de namoro esse carinho foi sumindo, mas eu não ligava, pensava que era normal pq ele havia acabado de começar a corrida pro vestibular e então eu achava que eu tinha que ficar na minha e deixar ele quieto pra estudar por que dali a dois anos eu iria gostar que também me dessem meu espaço. Só que a partir dali começaram as brincadeiras imbecis tipo falar do meu peso e do meu cabelo e das músicas que eu gostava e o fato de eu estar correndo atrás de ter uma banda (ele teve banda durante um tempo também e pareceu estar querendo começar a competir comigo), havia também piadinhas machistas desagradáveis entre os amigos e nas redes sociais, tudo isso só piorava e como se não fosse suficiente ele se recusava a me visitar e sempre usava a desculpa do vestibular, eu tonta e apaixonada aceitava, mas meu pai continuava dizendo que nada daquilo era normal num namoro até por que minha irmã também estava em ano de vestibular junto com o namorado e eles sempre estavam juntos e cuidando um do outro, ao contrário de Charlie que parecia sempre me afastar ou exigir que apenas eu me esforçasse pela relação e claro que eu trouxa como era acabava aceitando.
Bom, fechando um ano e um mês de namoro com Charlie, era março eu acho, não tenho certeza, mas era o dia do aniversário de um dos meus melhores amigos, que morava a literalmente 10 minutos da minha casa, vamos chamar esse meu amigo de Bruno. Bruno fez uma festinha e chamou os amigos e a namorada, perguntei a Charlie se ele não queria ir cmg pra conhecer um dos meus melhores amigos, ele se recusou claro e ainda perguntou em um tom meio autoritário se eu realmente iria e eu disse que sim, eu já estava um pouco saturada das brigas e indiferença dele e consegui ignorar a birra dele. Eu cheguei bem cedo na casa do Bruno já que a mãe dele pediu minha ajuda pra cozinhar algumas coisas inclusive algumas pizzas que modéstia a parte faço muito bem, a família dele sempre gostou muito de mim então ajudei de bom grado. Quando acabamos de preparar a comida os amigos do Bruno ainda não vieram, então eu e ele fomos assistir filme na sala, como entre qualquer dupla de amigos a gente compartilhava os problemas e causos dos namoros então eu contei pra ele sobre o comportamento do Charlie e como eu tava um pouco cansada daquilo. O Bruno após ouvir aquilo simplesmente METEU A MÃO NA MINHA COXA E COMEÇOU A ME BEIJAR, eu imediatamente afastei ele muito brava, perguntei que m***** ele estava fazendo (vamos lembrar que o Bruno também tinha namorada), ele ficou sem reação, depois tentou falar algo sobre gostar de mim e só estava com menina atual pq eu estava com o Charlie entre outras coisas do gênero que não me lembro agora. Eu comecei a chorar com muita raiva e confusa, simplesmente quis ir embora, pedi licença a mãe dele e saí dali o mais rápido que podia, eu só pensava em como me senti agredida e o quanto eu queria ver o Charlie.
Mas o pior vai acontecer agora.
No dia seguinte eu contei ao Charlie o que houve, não omiti nada, afinal eu tinha a consciência limpa que na verdade eu havia praticamente sofrido um assédio e não tinha culpa de nada, tudo o que eu queria era abraçar meu namorado e me sentir segura. Charlie fez totalmente o oposto do que eu esperava, ele disse que se o Bruno havia me atacado foi por que eu estava "dando chance" do nada o menino surtou e me disse coisas horríveis do gênero "eu não acredito que você fez isso comigo, eu confiava em você" como se eu tivesse traído ele, quando na real eu fui atacada. Depois disso Charlie terminou comigo e passou-se outra semana dele dizendo coisas horríveis sobre mim inclusive na escola que estudávamos pros nossos colegas em comum. Eu sei que mesmo com os problemas eu não queria terminar daquela forma e foi um baque horrível na minha e autoestima esse fim de namoro, cheguei até mesmo a ter um desmaio no meu treino de muay-thai pq fazia quase uma semana que eu não me alimentava direito depois do término e até mesmo em alguns treinos eu chorava pq não estava magra como queria achando que foi meu peso que fez o Charlie ficar frio comigo e a situação com o Bruno foi só a desculpa que ele estava procurando pra ir embora. Hoje em dia eu sigo em terapia pra superar esse e mais alguns traumas da minha adolescência, mas eu percebi que nunca mais tive envolvimentos amorosos com significado real pra mim e estou solteira até então (insira aqui o Luba dizendo vou morrer sozinho kkkk). Sobre o Bruno, eu disse pra ele esquecer que eu existia e que ele deveria ter mais respeito por uma amiga e pela namorada dele.
É isso turma, espero que gostem da história e que sirva de lição pra quem não caiu fora logo de uma relação de merda como eu não fiz de cara, não façam isso com vocês mesmos, ninguém merece isso, beijos menor que treixxxxx.
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2020.07.12 08:34 littleant9 A aposta

Olá Luba, possível convidado, papelões, gatas e turma que está a ler isto.
(A história é grande mas vale a pena... eu acho)
Está história ocorreu em meados de 2019 e nos primeiros meses de 2020.
Um pouco de contexto: Em 2019 eu havia entrado em uma nova turma, eu não conhecia ninguém na época por isso eu sempre ficava no final da sala. O primeiro dia foi muito divertido, as pessoas foram super simpáticas comigo já que eu sou MUITO tímida e não consigo puxar muito assunto, umas das meninas (Vou chama-lá de Ana) foi super incrível comigo, ela era extrovertida e engraçada (as vezes), conheci várias pessoas através dela que eu considero meus melhores amigos. Nas primeiras semanas eu já estava fazendo amizade com todo mundo da sala (do meu jeito tímido de sempre, mas tava indo), e foi desse jeito que eu fiz amizade com uma garota que era uma das mais inteligente das turmas (Vou chama-lá de Ester) eu realmente ficava horas e horas conversando com ela sendo pessoalmente ou por Whatsapp, ela é incrível e muito legal.
Em Julho desse mesmo ano a nossa escola estava recebendo muitos alunos novos e um deles foi parar na minha sala (Vou chama-ló de Kaio) o primeiro dia foi "incrível" já que todo mundo decidiu zoar o menino por nenhum motivo, mas depois de algumas semanas ele já estava fazendo amizade com o pessoal da sala. E foi assim que toda a merda começou.
Nesse mesmo período, nós estávamos fazendo um trabalho de História era basicamente um filme sobre a 2° Carls Mundial e cada grupo ficaria com um acontecimento sobre. O meu grupo está todo incompleto e era obrigatório ter mais de 5 pessoas e foi ai que eu pensei: "Hum... porque não chamar o Kaio para o nosso grupo vai ser incrível". Eu e a minha amiga Ester sempre ficávamos na biblioteca lendo alguma coisa ou conversando e nesse dia o Kaio estava lá assistindo algum anime aleatório, eu estava um pouco receosa em chegar nele e pergunta se ele gostaria de entrar no nosso grupo por causa da minha timidez e ele também parecia alguém muito fechado que não gostava muito de conversar. Mas Graças a Deus ele já estava em outro grupo e não poderia participar, mas tirando isso nós três (Kaio, Ester e eu) ficamos bastante tempo conversando sobre coisas aleatórias e animes, e foi assim que começando a ficar bem próximos. Depois daquele dia sempre ficávamos conversando sobre algo aleatório, eu me divertia bastante com eles, uma vez quase levamos advertência por chegar atrasados na sala pois a conversa tava tão engraçada que nem ouvimos o sinal tocar.
Meses se passaram e já éramos bem próximos, durante este período o Kaio disse para uma das minhas amigas que ele estava gostando da Ester e queria namorar com ela, não demorou muito para Ester descobrir, mas mesmo assim ela sempre me dizia que não queria nada com ele que era apenas amizade, mas adivinha ela sempre se encontrava com ele fora da escola ou no curso que eles faziam juntos e não demorou muito para que os dois começassem a namorar. (É uma coisa que até hoje eu não entendo). Minhas amigas ficaram com um pé a trás dizendo que isso não ia durar nem um mês direito que uma hora ou outra isso ia dá muito ruim para a Ester já que os pais dela são bem reservados e não queriam que ela começasse a namorar tão cedo assim.
Mesmo com esse namoro entre o Kaio e a Ester nós nunca deixamos de nós falar, muitas vezes ela me disse que prefiria passar um tempo comigo do que com o Kaio. Em um lindo dia eu chego em casa e começo a fazer minhas coisas quando do nada eu recebo uma ligação da Ana dizendo que o Kaio e outras amigas minhas fizeram uma aposta para descobrir se eu era lésbica já que eu passava muito tempo com a namorada dele (Sim foi exatamente isso que ele falou em um áudio para uma dessas amigas), eu fiquei em choque e muito puta com ele e com uma das minhas amigas (Eles apostaram até dinheiro nisso) acho que ninguém em hipótese alguma deveria fazer esse tipo de coisa com alguém e neste período eu estava me descobrindo (Só consegui me assumir esse ano assexual/arromantica, pra facilitar não gosto de homem e nem de mulher). Depois de alguns dias eu contei isso para a Ester já que ela estava preocupada por que eu tinha me afastado de todo mundo, ela ficou muito brava com o Kaio por causa disso e de outras coisas que ele estava fazendo com ela, ela me disse que queria terminar com ele o quanto antes (Mas eles só terminaram mesmo em Janeiro de 2020 e isso aconteceu em Outubro de 2019, e eles só terminaram por que ele disse que não gostava mais dela). Eu disse a ela que mesmo eles sendo namorando eu não queria ter nenhum tipo de vínculo com ele.
Depois de tudo isso minhas amigas pediram desculpas para mim, mas o real motivo é que eu não fiquei nem um pouco brava por acharem que eu vou lésbica ou bi, mas por terem apostado dinheiro em cima disso.
E nesse ano aconteceu de novo mas dessa vez foi a última pessoa que eu esperava isso, nós passamos de ano e agora estamos no ensino médio e a Ana decidiu espalhar pra todo mundo da sala dela sobre esse boato que eu era lésbica. E sim pessoal minha mãe conversou com a mãe dela e foi a maior surra que a Ana já levou na vida dela, ela ligou pra todo mundo chorando e pedindo desculpas sobre algumas coisas que ela já falou (Ela é aquele tipo de pessoa que gosta de força casalzinho esse tipo de coisa até virar um negócio insuportável, ninguém da nossa antiga turma gostava dela). Dias depois ela me pediu desculpas pessoalmente, mas eu nunca mais falei com ela depois daquele dia.
Ps: E eu infelizmente fiquei na mesma sala que o Kaio este ano e ele nem olha na minha cara e ele sempre diz para os outros que eu destruí o namoro dele com a Ester e blá blá blá e nem a decência de pedir desculpas para mim ele teve. Mas tirando tudo isso conheci várias pessoas legais e com certeza eu vou levar elas pra vida inteira.
Fico triste em saber que amizades que eu considerava importante acabaram me magoando bastante... mas enfim é isso um beijo <3.
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2020.07.05 21:54 DeepBluePacificWaves Relatos de um domingo depressivo

Hoje eu acordei como em todos os domingos. Triste, solitário e de folga. Nunca consegui entender o que acontece nesses dias. Não me sinto produtivo, embora saiba que esse é o único dia que tenho para seguir com meus projetos com calma.
Mas hj era diferente. Era o meu dia de preparar o almoço. Após uma manhã preguiçosa jogando Civilization e uma ducha banhada em silêncio, preparei pela primeira vez o meu prato favorito (strogonoff de frango com refrigerante gelado).
Quase errei a receita, que minha mãe me passou mais cedo antes de ir pra igreja, mas com sorte eu já tenho alguma experiência na cozinha pra lidar com essas coisas sem esquentar a cabeça. No final deu tudo certo, embora tivesse medo de que o molho tivesse ficado com muito gosto de tomate.
Preparei a sala de melhor forma que pude (a namorada do meu irmão iria almoçar conosco hj) e deixei o arroz e o molho prontos pra que no hora do almoço pudéssemos sentar e comer. Mas minha família, como sempre, se enrolou na saída da igreja e não me avisaram. Fiquei esperando até quase 15h00 quando todo mundo chegou pra comer.
A comida estava meio fria, mas não me importei muito. Pensei nisso como uma espécie de punição por me fazerem esperar tanto sem ao menos me avisar. Conversa aqui, papo lá e eu fiquei só escutando, como se de longe. O culto foi bem (meus pais ministraram o louvor e passaram a semana inteira treinando os "worships" da igreja), o filho do pastor (que aliás tem o mesmo apelido que eu) não quis ir pra igreja pq não achou ir nessa pandemia e ainda fez bem em criar um climão no grupo lembrando todo mundo do número se mortos e infectados. Meu pai, é claro, não gostou da atitude e acha que ele está sendo imaturo (segundo ele as pessoas precisam sair uma hora). Fico imaginando o que ele pensa de mim, que não saio desde de março, no começo da pandemia.
A conversa se desenrolou de tal modo que chegaram no assunto das "Lembranças da Feliz do Adolescente Padrão™" no acampamento da igreja. Falaram sobre as pegadinhas e as zoeiras, os namoros e as intrigas e tudo mais. Nessa parte me senti mais alienígena possível. Se antes eu não estava no clima pra um almoço de domingo, agora eu estava me culpando por não ter a vida que deveria ter tido. É até estranho pensar que o meu irmão menor se tornou tão normal. Às vezes eu percebo que ele age comigo como se eu fosse mais novo do que ele, como se ele fosse mais maturo pra idade. E embora eu saiba que já sou um adulto com as minhas responsabilidades (emprego e contas pra pagar), às vezes eu me pergunto se isso não é verdade.
Desde antes da pandemia eu sempre me fui uma pessoa muito criativa, mas muito fechada no próprio mundinho. Não é como se eu não quisesse crescer e amadurecer, ou seja, me tornar a melhor forma do que eu posso ser, mas é que muitas vezes eu me pego de volta no meu mundo de sonhos e quando eu em dou conta, já é tarde demais.
Como sempre, eu tive que ser estranho e me afastei das pessoas para tentar entender o que eu estou passando, mas não antes de me contemplar enquanto limpo o almoço de domingo. Minha mãe não achou justo, já que quem cozinha não limpa e foi me ajudar. Ela achou estranho que eu tivesse servido as pessoas e limpado a bagunça, mas eu achei que era responsável pelo almoço de hoje, então eu sinto que não fiz mais do que a minha obrigação.
Agora vou descansar e me preparar psicologicamente para amanhã, quando serei forçado (por conta de circunstâncias foras do controle de qualquer um no momento) a voltar a atender na linha da central de atendimento da minha empresa. Sei que deveria estar grato por estar trabalhando nesse momento tão complicado, mas também que não me darei bem atendendo voz (ainda mais um produto tão cheio de detalhes quanto esse que trabalho), mas quando migrei pro setor de e-mail eu tinha esperanças de que nunca mais precisasse atender um cliente em linha novamente. Mas de novo, ninguém esperava a porcaria de uma pandemia mundial, então acho que a única coisa que eu posso fazer é viver um dia de cada vez.
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2020.06.30 18:16 marvinpls achava que ter ranço de sogra era só meme

pois descobri que odeio a minha, AQUELA FILHA DA PUTA.
Aconteceu agora pouco mesmo. Estava sendo um dia feliz, apresentei meu TCC hoje e compartilhei esse momento único com a minha namorada. Foi super cedo e não tinha como chamar convidados de última hora, então liguei pra ela pra conversar sobre ideias diversas após a apresentação.
Fizemos mais ou menos 1hr e meia de call que, como qualquer casal feliz um com o outro, passara tão rápido quanto 10 minutos de conversa.
Ela trabalha bastante e não tem dinheiro pra quase nada. Parte do salário dela é pra pagar conta de casa ou as próprias contas dela, que são de necessidades mesmo. Se ela gasta 10 reais que só sobrou no mês, provavelmente é uma grana que vai fazer falta no próximo, e isso me deixa muito triste pois eu mesmo não consigo ajudar as vezes pq tb tô desempregado.
Ontem ela esqueceu o carregador do cel dela no job e precisaria ir hoje de manhã buscar pra conseguir trabalhar (ela dá aula de inglês online, as vezes presencial pois em casa a internet é instável) e parece que simplesmente a manhã legal que tivemos foi pro ralo quando a mãe dela começou a xingar e gritar com ela simplesmente por ela ter que ir no trabalho buscar o carregador. Fiquem com o diálogo exato de como começou:
(rola mais um pouco de gritaria)
e ela desligou a chamada.
Eu namoro essa menina tem 4 anos, isso aconteceu várias vezes na verdade. É bastante complexos pois, a mãe dela claramente tem problemas psicológicos. Não somente, mas o pai também, e ela meio que vive nesse inferno tentando agradar os dois e pagando as contas, mas não parece que há um mínimo de carinho recíproco. Ela tem uma situação muito difícil e os pais trabalham numa praça da cidade vendendo algumas coisinhas, mas devido ao corona, as vendas tão muito baixas.
Ela quer mudar de vida, eu quero mudar com ela também. Temos um sonho de morar junto o mais rápido possível pra nos livrarmos desse problema. Obviamente não é largar os pais, mas pelo menos manter distância desse comportamento tóxico que deixa ela cada vez mais pra baixo, e já afetou muitas áreas da vida dela e até mesmo no nosso relacionamento.
Enfim. SOGRA FILHA DA PUTA. Que ÓDIO. Isso sem falar o descaso dela com a filha. Eu e minha namorada juntamos nossos ingressos de cinema desde que nos conhecemos, é nosso "tesouro pessoal", e cês acreditam que a mulher já jogou "por engano" fora? Ela se arrependeu e catou do lixo depois... mas pra vcs verem que ela não tem respeito nenhum com mexer e remexer o quarto dela como bem entende, além de querer mandar em tudo, arrumar problema com qlqr coisa... Teve um dia que eu escutei 5m de gritaria pq minha namorada havia deixado a janela do banheiro aberta... Não era nem janela da sala que sei lá, poderia entrar mosquito (?) Era a porra da janela do BANHEIRO.
Minha mina é muito dedicada no que faz, cês tinham que ver ela dando aula pros pirralhinho online. Uma das melhores professoras que já vi sem enviesamento. Ela inclusive já foi orientada à diminuir a qualidade das aulas delas pois de acordo com a coordenação, "não precisava visto que você trabalha muito e precisa tá sempre fazendo muitas aulas, é melhor diminuir a qualidade dos slides/aula e passar algumas revisões pra que renda mais conteúdo". Infelizmente parece ser um fardo que vamos carregar por um tempo ainda, pois sem muitas previsões certas de sair de casa ainda.
Ah, ela tá com ideia de fazer aula particular, mas tem sido foda arrumar aluno. Ela já trabalha pra 2 curso de inglês mas pagam tão bem quanto 1 pastel e 1 caldo de cana.
Enfim, é isso.
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2020.06.21 05:41 duartejoaov Gratidão Profunda de um Adolescente.

Então, eu vejo muitos posts reclamando por aqui e tal, e sinto falta de ver coisas positivas também, portanto vou deixar minha experiência com a mudança de vida que tive.
Eu tenho 17 anos atualmente, e vocês não tem noção do quanto minha vida mudou em 2 anos ! Vou resumir bastante a história, mas se eu fosse contar tudo ficaria aqui quase 1h.
Para vocês entenderem a história, aos 15 anos em abril de 2018 aproximadamente, eu tinha uma melhor amiga que era muito apegado, e até meio apaixonado. Em abril ela começou a namorar um garoto e eu estava ficando meio triste cm isso e tal, por tanto decidi me afastar. No início tava sendo meio difícil, eu conversava com ela todos os dias e fazia falta. 1 mês depois tomei uma decisão, eu era um garoto que jogava muito, ficava 24h no Pc jogando LoL, parei pra refletir uma noite e vi que tava infeliz com a minha vida, eu não tava vivendo o que eu queria, parei pra analisar o que eu tinha que mudar, e decidi largar os jogos, vendi meu PC no dia seguinte e nunca mais joguei.
Essa decisão foi o ponta pé inicial, a partir dali minha vida estava direcionada a mudar. Eu estabeleci 3 metas de coisas que eu queria mudar na minha vida, que eram 1- Arrumar um emprego 2- Conhecer pessoas novas 3- Melhorar como pessoa, minha personalidade em geral O ano acabou de começar 2019: Comecei do início, indo atrás do emprego, todo dia de manhã entregava currículo online. Após 6 longos meses consegui meu 1° emprego, nessa época eu já não estava mais triste por ter cortado a amizade, não conversamos mais e eu não sentia falta, enfim, consegui o emprego em junho do ano passado, fiquei feliz pra caralho... Comecei a ver as mudanças surgindo. Fiz umas amizades muito boas nesse emprego, me ajudaram a evoluir, eu tinha que acordar bem cedo e carregar caixas, era cansativo mas mesmo assim era grato por aquilo e pelo o que me proporcionou.
Após 7 meses nesse meu emprego, um colega meu do trabalho falou de um concurso público que iria ter para trabalhar na empresa ao lado, que era a Intelbras, era uma vaga para jovem aprendiz, de 14 a 24 anos, pensei então porque não participar, sai do emprego e fui direto na empresa me candidatar para a prova. 1 semana depois fui fazer a prova, não tinha nem estudado direito, mas estava confiante. Após receber o resultado da prova descubro que passei na pontuação mínima que era 14/20 questões, sinceramente eu não sabia nenhuma de matemática, mas as de português eu sabia 9, então as outras 5 foi só no chute (kkk). Fiquei feliz pra caramba, porém tinha a entrevista para fazer ainda, e eram cerca de 500 jovens que iam participar para 60 vagas. Chegando o dia da entrevista, eu estava confiante, não sei porque, mas tinha a sensação de que tudo ia ocorrer bem, e foi dito e feito, a entrevista era em grupo e me destaquei muito bem, no mesmo dia soube que fui um dos aprovados. Eu estava até meio em dúvida sobre mudar ou não de empresa, pois eu tinha bastante amigos na empresa que eu trabalhava e ia ser difícil me afastar, porém eu sabia o que era o certo a fazer, aceitei a proposta, isso foi essencial pra minha mudança, vocês vão saber o porquê.
Em fevereiro desse ano eu comecei na empresa, confesso que estava meio inseguro, mas logo no 1° dia fiz amizade com um cara muito gente boa chamado Marcos. O Marcos era aquele tipo de amigo que te passa a "visão" de tudo, ele era um cara boa pinta e conseguis se dá bem com qualquer um, inclusive com as mulheres. Estava gostando muito do trabalho, era simples e não exigia muito esforço, além de ter um salário bom. Por ser um cargo de jovem aprendiz eu fazia curso no Senai, com vários adolescentes, e esse meu amigo Marcos estudava lá, portanto ele conhecia quase todo mundo, por eu andar com ele fui conhecendo algumas pessoas também. Um certo dia ele me apresentou a Lívia, que era uma garota muito linda mesmo, eu nunca fui aquele menino pegador, fiquei com poucas gurias, mas eu não me achava feio, nem muito bonito, porém tenho um papo massa, consigo desenrolar bem. Eu e essa Lívia começamos a conversar, porém conversamos por 1 semana e depois paramos de conversar.
Chegou o carnaval desse ano, eu nunca tinha pulado um carnaval, mas achei que esse ano merecesse por estar acontecendo muitas coisas boas, então eu fui. Resumidamente meu carnaval foi muito massa, eu conheci muita gente e aproveitei bastante, mesmo não tendo ficado com 1 guria só KKKKKK. Nesse carnaval conheci o Fidelis, que por coincidência morava aqui perto de casa, então decidimos ir pra casa dele beber e trocar uma ideia depois do carnaval, foi eu e uns amigos nosso, esse dia foi importante pois qnd eu cheguei em casa parei pra refletir e vi o quanto minha vida tinha mudado. Eu havia conseguido um bom emprego, consegui conhecer pessoas novas, mudei meu ciclo de amizade, me afastei de amizades que eu considerava negativas.
Dali pra frente eu sabia que tava cada dia mais perto de ter a vida que eu queria, eu tava vendo resultados das minhas atitudes e percebendo as mudanças.
Pulando pra mês passado, eu voltei a falar com a Lívia, e ficamos bem íntimos, me identifiquei muito com ela e tal, me parecia algo meio distante ainda ter algo com ela, mas mesmo assim tentei. Depois de uma semana mais ou menos decidi mandar a real pra ela, falei que achei ela uma garota muita firmeza e parceira, e que ela era engraçada e pá, e perguntei se ela tava ficando com alguém, logo em seguida ela respondeu que me achava altos guri tbm e pá e que não tava ficando com ninguém, porém isso foi d madrugada e no outro dia mudamos de assunto. A princípio minha idéia era marcar algo com ela pós quarentena, então continuamos conversando normalmente. Semana passada ela começou a dar algumas indiretas pra mim, como se quisesse ficar comigo, confesso q fiquei bem feliz, agora estamos bem próximos, já marcamos de sair e tenho certeza que vamos ficar pq ela já falou que quer. Não sei como vai ser qnd sairmos, vou só ter fé e ver no que dá, talvez eu volte pra contar como foi kkkk.
No mês passado aquela melhor amiga que eu tinha veio falar comigo, ela já tinha terminado o namoro há um tempinho, porém eu realmente nem sabia dela. Começamos a conversar e expliquei o pq tinha me afastado, além disso ela falou também que eu virei outra pessoa, que eu tinha mudado de mais para melhor e que ela tava orgulhosa de mim, pela pessoa que eu me tornei. As vezes ainda conversamos mas não sinto nada por ela, mas considero uma pessoa especial pois me ajudou a mudar.
Chegamos no dia de hoje, sinceramente 2 anos atrás eu não tinha noção do quanto minha vida ia mudar, tive muita fé e fui atrás do que queria, nunca me acomodava. Hoje recebi uma notícia muito mas muito boa mesmo, não vou comentar porque é algo que quero deixar no sigilo por enquanto, mas isso vai me abrir muitas portas na minha vida e sou extremamente grato.
A minha mensagem final pra vocês é pra vocês não aceitarem ter uma vida que não se orgulhem, a nossa vida é uma experiência única, portanto vivam o sonho de vocês, vivam o extraordinário ! Não se acomodem em uma vida que não se orgulhem, procure ir atrás de mudar, de evoluir, de conhecer coisas novas, garanto que vai ser a melhor atitude que vocês vão tomar na vida toda, e vão poder vivenciar uma experiência única de poder olhar pra trás e ver toda a tua trajetória e se orgulhar por tudo o que vivenciou. Cada pequena decisão que tomamos influência o nosso futuro, e tudo depende só de nós mesmos, de nosso pensamento e das nossas atitudes, há 2 anos atrás eu não achava que era capaz de conquistar tudo o que eu consegui, hoje estou vivenciando isso.
Sou muito grato por tudo o que aconteceu, porém não estou satisfeito ainda, e não irei parar até ter a vida que eu imaginei.
Hoje posso dizer que aquela minha lista com 3 coisas está completa, e sinto uma paz profunda por isso.
Enfim acho que é isso, perdão pelo texto longo, mas espero que ajude algum de vocês, ainda mais na fase da adolescência que é algo difícil, talvez eu conte outras experiências que tive futuramente !
Gratidão pela atenção e muita fé na mudança !
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2020.06.03 21:38 tsuga2004 Meu dia foi de bom a terrível

Oi, não sei muito bem como começar isso. É um longo desabafo, e eu só queria tentar me sentir melhor fazendo isso nesse subreddit.
Eu sou um garoto de 17 anos, e hoje está sendo extremamente sufocante pra mim.
Meu lado emocional nunca foi bem desenvolvido, e eu normalmente nunca demonstro carinho por ninguém. Tive algumas chances de me envolver com garotas ao longo do ensino médio (sou bixo da faculdade), mas nunca corri atrás disso.
Acontece que em Outubro de 2018, eu conheci uma garota na internet, e a gente começou a se falar. Ela é de outro país. No início foi bem como uma amizade mesmo (já sabe onde isso vai dar né), mas aí, do meio de 2019 pra cá eu comecei a realmente me apaixonar por ela.
Foi quando ela me enviou uma pintura que ela mesmo fez (ela sabe pintar), e eu fiquei extremamente feliz, porque era a primeira vez que alguém tinha me dado algo tão especial.
A gente continuou conversando e cada dia mais ela entrava na minha vida como uma pessoa admirável, por tudo que ela fazia. Eu realmente queria estar ao seu lado todos os dias.
Mais ou menos no final de Novembro ela começou a namorar, e eu não vi isso como um problema, até porque eu tava muito focado nos vestibulares, e, sinceramente, eu tenho ideia de que relacionamento à distância tem uma chance bem alta de vir a falhar, e eu provavelmente não conseguirei estar onde ela está bem cedo.
Por esse último motivo, eu nunca realmente falei exatamente como eu me sinto pra ela, e ela só me vê como o "bom e velho amigo que escuta seus desabafos".
Beleza, passei as férias de verão sem falar muito com ela, porque ela tava curtindo o namoro dela e tals. Em Janeiro, eles terminaram, e o ex dela foi um babaca: começou a ignorá-la sem motivo, a desrrespeitá-la e tals.
Ela ficou bem abalada, e eu a confortei com o que pude. Eventualmente, ela melhorou.
Agora vamos ao título.
Ontem eu estava conversando sobre ela com uma outra amiga minha, pra ver o que ela pensava sobre tudo isso. Em resumo, eu decidi que eu ia mudar a minha postura para uma mais madura de agora em diante, pra ela parar de me ver como um amigo. Eu ia começar a me envolver mais com ela, a tentar ser um pouco menos medroso.
Então, hoje, depois de dias acordando cansado e pensando que o dia ia ser uma merda devido à quarentena e ao EAD, eu acordei realmente feliz e motivado.
Eis que eu dou bom dia e pergunto como ela está, e ela me responde que ela tinha conversado pessoalmente com o ex dela (lá já acabou a quarentena). Adivinha? O ex falou que no período que eles se separaram ele tava surtando, não achava que merecia alguém como ela, que ele tinha se isolado por se sentir incapaz... Bom, ela disse que talvez ela ainda goste dele, e começou a me falar que não sabia o que fazer.
Enfim, um dia que era pra ser bom, virou uma grande merda, a pior merda. Eu nunca tinha passado por uma situação como essa, parece plot de filme. Eu tenho quase certeza que eles vão voltar a se falar, e ela vai se distanciar de novo de mim, como no início do ano.
E o pior é que a culpa é toda minha. Ela não sabe o que eu sinto por ela, ela não falou sobre o ex dela por mal. Ela deve estar tão confusa quanto eu. Eu quero que ela seja feliz acima de tudo. Mas... e eu? Mesmo que a culpa seja minha, eu ainda me sinto muito ruim, essa sensação de "coração quebrado", eu nunca tinha sentido isso. Hoje eu não fiz nada, só chorei no banheiro. Eu me sinto muito, muito ruim, e não sei pra onde correr, sabe? Em Dezembro, eu estava mais distraído com os vestibulares e com a escola que eu frequentava. Agora, na quarentena, tá difícil.
Provavelmente a resposta é esquecê-la, né. Mas, eu não consigo fazer isso, não consigo. E o pior é que provavelmente eu irei passar por isso mais vezes, se eu não cortar o contato. Ver ela desabafar sobre o ex dela, sem poder falar nada, de como tá doendo aqui, é sufocante.
Um dia eu espero que eu possa dizer a ela tudo que eu sinto. Eu não disse isso hoje porque eu sou um medroso, e também porque tudo isso que eu estou passando não é culpa dela, é só da minha incompetência.
Parece até pegadinha. Eu normalmente sou pessimista, e hoje, quando acordei achando que tudo ia dar certo, me acontece isso, e eu fico sem chão.
É isso, obrigado de verdade por ler tudo.
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2020.04.17 04:13 ykswngjae Te amo muito

Já fiz um post mais cedo sobre meu término de namoro, mas continuo tristinha... por eni motivos não deu certo mas eu nunca me apaixonei tanto por alguém quanto por ele, eu vou sentir muita falta. Eu já tinha me relacionado antes e sei que esse processo de esquecer e terminar é difícil, mas ainda sim dói bastante, mesmo já conhecendo essa dor;;;;
ta foda
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2020.03.04 02:50 vitor_af Estou dividido e isso me deixa mal

Olá. Estou em relacionamento q completa 3 anos no próximo mês. Eu não tenho do que reclamar, minha namorada é uma pessoa incrível e nós damos muito bem, mas pra chegar no porto do problema, preciso contar um pouco da minha experiência com relacionamentos e expectativas. Já deixo o alerta de textao e peço desculpas haha.
Sempre fui uma pessoa tímida e que teve dificuldades pra fazer amizades. Com o tempo isso melhorou, mas prejudicou muito nos tempos de escola. Perdi o BV muito cedo, com 11 anos com uma menina q gostava muito, mas o fato de ela não querer nada sério e não nos falarmos mais depois desse ocorrido me destruiu. E pelos próximos 10 anos da minha vida eu não teria coragem de chegar em quase nenhuma garota(nenhuma com sucesso).
Isso me privou de viver muitas coisas a gostaria de viver, e durante toda minha adolescência, ensino médio e faculdade, não me relacionei com ninguém, nem de maneira casual. Até que aos 21 anos tive uma oportunidade com uma garota do meu trabalho, q apesar de ficarmos por uns dias, não foi muito pra frente.
Mas isso me fez tomar coragem pra ir atrás e ver q eu podia tentar. Baixei o tinder e comecei a tentar. Quando estava quase desistindo, já com 22 anos, conheci minha atual namorada. Perdi a virgindade com ela e basicamente aprendi a me relacionar com alguém com ela.
O problema está começa aí. Com quase 3 anos de namoro, as coisas tendem a ficar sérias, e a pressão começa a aumentar. Pais de ambos já falam em casamento, nós já começamos a ver apartamentos, mas eu não sei se eu quero isso. Eu quero estar com ela, gosto muito dela, mas muitas vezes eu me sinto frustrado por só ter tido experiências com ela. E ela, apesar de ser uma pessoa muito especial pra mim, não tem e nunca teve as características físicas q eu acho mais atraentes em uma mulher. Não me levem a mal, acho minha namorada linda, mas as vezes (e frequentemente) acho outras garotas mais atraentes que ela.
Alguém já passou por isso? O q fez nessa situação? As vezes sinto q estou nesse relacionamento mais por causa dela e por comodidade do que por um sentimento sincero. Eu não queria q fosse assim. Há alguma chance de eu conseguir vê-la com outros olhos? A aparência é quanto vc acha seu parceiro atraente é tão importante assim num relacionamento?
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2019.08.07 15:50 lanaSouza “Bullying “nas relações conjugais - palavras que machucam!

Artigo publicado há 5 ANOS no JusBrasil , pela própria autora deste Blog, mas com antigo perfil do Jus (sucesso por lá, editado aqui pelas alterações da Maria da Penha em 2019)
Há alguns anos, poucos após a entrada em vigor da Lei Maria da Penha(11.340/2006), uma senhora me procurou, em meu antigo escritório em Cuiabá, para contar o que se passava consigo, na verdade, com o seu relacionamento conjugal.Dizia ela estar casada havia 3 anos e meio e há muito já não sabia o que era ouvir uma palavra carinhosa do marido, ao contrário disso, só ouvia frases depreciativas à respeito de sua aparência, suas vestes, sua inteligência, sua formação profissional, etc.
*Este texto está disponível também AQUI
Aliás, ela não sabia dizer se algum dia teria ouvido um elogio do marido sobre algo relacionado a ela, mesmo antes de casarem.
A senhora em questão havia me procurado para saber se tinha algo que ela pudesse fazer acerca do assunto, uma vez que também considerava aquilo como um tipo de violência doméstica. Ela estava certa. A violência porquê passava no dia a dia, dentro do lar, é considerada pela Lei 11.340/2006 como sendo Violência Psicológica, e vem prescrita nos artigos 5º “caput” e 7º, inciso II da referida Lei.
Art. 5o Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial: (Vide Lei complementar nº 150 de 2015);
Art. 7o São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras:
(…)
II - a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da auto-estima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação.
Hoje (2019), entretanto, a antiga Lei já conta com as mudanças acrescentadas pela Lei 13.827/2019, com as seguintes alterações:
Art. 2º O Capítulo III do Título III da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha), passa a vigorar acrescido do seguinte art. 12-C:
“Art. 12-C. Verificada a existência de risco atual ou iminente à vida ou à integridade física da mulher em situação de violência doméstica e familiar, ou de seus dependentes, o agressor será imediatamente afastado do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida:I - pela autoridade judicial;II - pelo delegado de polícia, quando o Município não for sede de comarca; ouIII - pelo policial, quando o Município não for sede de comarca e não houver delegado disponível no momento da denúncia.
§ 1º Nas hipóteses dos incisos II e III do caput deste artigo, o juiz será comunicado no prazo máximo de 24 (vinte e quatro) horas e decidirá, em igual prazo, sobre a manutenção ou a revogação da medida aplicada, devendo dar ciência ao Ministério Público concomitantemente.
§ 2º Nos casos de risco à integridade física da ofendida ou à efetividade da medida protetiva de urgência, não será concedida liberdade provisória ao preso.”
Art. 3º A Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha), passa a vigorar acrescida do seguinte art. 38-A:
“Art. 38-A. O juiz competente providenciará o registro da medida protetiva de urgência.
Parágrafo único. As medidas protetivas de urgência serão registradas em banco de dados mantido e regulamentado pelo Conselho Nacional de Justiça, garantido o acesso do Ministério Público, da Defensoria Pública e dos órgãos de segurança pública e de assistência social, com vistas à fiscalização e à efetividade das medidas protetivas.”
Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 13 de maio de 2019; 198o da Independência e 131o da República. JAIR MESSIAS BOLSONARODamares Regina Alves
A violência em questão é quase tão grave quanto a física, podendo ser inclusive pior, vai depender do “estado emocional” de cada mulher e da constância da agressão!A pessoa da história acima passou a sofrer depressão com o decorrer do tempo. Frequentava o psiquiatra e tomava remédios controlados; não conseguia mais trabalhar e fazer as atividades da casa como antes pois vivia mais acamada do que disposta.
Engordou, deixou de fazer coisas que antes gostava, coisas normais e consideradas necessárias para uma mulher como: pintar as unhas, depilar-se, fazer exercícios, ir ao cinema, falar e encontrar com amigas e parentes; isolou-se em seu mundo – passou a ser tão“agressiva” com os demais que acredita ter se igualado ao agressor (marido); a vida dentro de casa transformou-se em “elogios” mútuos.
De pessoa “doce”, carinhosa, gentil e amável, em especial com os romances que já havia tido anteriormente, passou a ser amarga e tratar esse companheiro da mesma forma que ele a tratava pois, segundo ela, “é dando que se recebe”; “quem oferece flores receberá flores, mas quem só dá espinhos é isso que conseguirá” (palavras dela). No entanto, quanto mais agressiva (com palavras) se tornava, mas culpada e infeliz, vivia!O que fiz por essa senhora?
A Lei ainda era considerada “experimental”, estava em vigor há pouco mais de um ano, todavia era novidade, inclusive em se tratando de violência psicológica – no que tive de estudar o assunto para dar uma melhor resposta. Acredito que ela somente aguardou a resposta porque eu era indicação de uma amiga sua.
Diz ela que contar o caso que se passava em sua vida já era difícil e vergonhoso por demais para me contar, sair relatando a dois ou três Advogados era impossível.Assim fui “estudar” a lei mais a fundo para saber se o caso dela haveria solução.Percebi que, pelo fato de NÃO estar disposta à separação, nem tinha vontade de vê-lo preso, pois era ele quem mantinha a casa com o “bom salário” que recebia; (estava desempregada) e, na época sem condições psicológicas para tal; não haveria muito o que fazer a não ser indicar acompanhamento psicológico para ele também – até porque, como já dito, a lei era muito nova e não havia precedentes ou algo que se pudesse valer como “exemplo” para resolver a situação.Acredito que minha explicação não lhe tenha caído muito bem, pois ela insistia que àquilo era crime, já que havia lido a lei antes de ir me consultar. Um tipo difícil de cliente, pois acha que sabe tudo; não aceita conclusões e explicações que não seja do agrado. Mas qual seria a resposta que ela gostaria de ouvir se não queria se separar do marido nem vê-lo preso?- Já não sei, nunca entendi!Só sei que se a vida dela não estava fácil, a minha também não ficou nada agradável depois dessa consulta. Essa senhora estava muito impaciente, amarga e intolerante. Chorava com facilidade e perdia a paciência por qualquer coisa.
Realmente estava doente devido ao relacionamento perturbado que tinha com o marido, segundo ela, já tinha até pensamentos suicidas. Confesso que fiquei atormentada por não “conseguir” fazer nada.O esposo dessa cliente transformou a vida dela num inferno ao se aproveitar de sua fragilidade e dependência econômica!Chamá-la de preguiçosa, burra, gorda e inútil era comum, isso fez com que a auto estima dela se perdesse por completo. Era por isso que não desejava a separação, acreditava que não encontraria mais ninguém e muito menos um emprego para seguir vivendo – ele fazia questão de dizer, também, que ninguém a iria querer.
A atitude dele parecia a de um sádico; só se sentia feliz quando a fazia chorar – muitas vezes chegou a pensar que ele poderia ser um psicopata, já que não sentia nada por ela, nem por ninguém; totalmente desalmado e descompassivo – o pior de tudo é que ele deixava claro que gostava de ser assim!O relato que acabo de transcrever é bastante comum. Acredito que hoje a facilidade em lidar com tais situações é bem maior que há 13 (doze) anos, quando essa senhora me procurou.
Hoje existem delegacias especializadas em defesa da mulher em qualquer cidade, há ajuda psicológica oferecida pelo próprio Estado e apoio incondicional à mulher vítima de qualquer violência que venha descrita no artigo 7º da Lei Maria da Penha, e as alterações inseridas pela nova Lei (a de 2019 - citada acima).Um dos motivos que me fez recordar dessa infeliz Senhora foi a leitura de um artigo publicado na revista Marie Clarie de outubro de 2014, que entrevistou a Psicóloga Adelma Pimentel sobre o lançamento do livro em que é autora, denominado“Violência Psicológica nas relações conjugais” (da Summus Editorial).A obra fala do efeito devastador que uma violência desse gênero poderá acarretar nas relações conjugais.Preferi, no entanto, nomear este artigo como “Bullying” nas relações conjugais, pois a violência psicológica é partida, quase sempre, de um membro que se acha superior direcionada a outro que se encontra, segundo quem pratica, em relação de inferioridade.

Veja o que diz o artigo da Marie Claire:

Protegida pelo silêncio, incorporada aos costumes, herança da cultura patriarcal, ela se instala nos lares desde muito cedo, levando os casais a estabelecer relações pobres e, muitas vezes, doentias.
Estudiosa do assunto e militante da causa da prevenção e da erradicação da violência, Adelma apresenta um retrato dos embates psicológicos que acometem parceiros das mais diversas origens e classes sociais. No livro, ela faz uma análise profunda sobre o tema, propõe a nutrição psicológica de cada membro do casal para que diminuam os conflitos e oferece elementos indicativos para romper o ciclo de violência e restabelecer os vínculos afetivos do casal.Apesar da grande incidência nas relações conjugais, a agressão geralmente não é reconhecida pelos cônjuges, sobretudo pela mulher. Entre suas manifestações estão o deboche, a humilhação e o isolamento.
Na avaliação da psicóloga, famílias são organizações complexas, dialéticas e ambíguas. Campo de diversos choques, ódios e de trânsito voraz de rápidas, variadas e múltiplas emoções que podem coexistir no mesmo dia, conforme os atores e seus atos. “Dentro delas, os embates atravessados pela violência psicológica podem contribuir para forjar casamentos precipitados, uniões estáveis e até mesmo namoros que perpetuam o círculo vicioso de aprisionamento dos sujeitos”, complementa.
Num mundo totalmente reconfigurado, em que os papéis de gênero sofrem mudanças a cada dia, o livro é um referencial para discutir antigos modelos familiares e novos caminhos de expressão, baseados no autoconceito, na autoestima e na autoimagem nutridos psicologicamente desde a infância. “O objetivo é cooperar com os esforços coletivos para atualizar e renovar nossa humanidade, tão fragilizada pela supressão de valores éticos”, afirma a autora. Para ela, o diálogo é o nutriente imprescindível de uma relação afetiva amorosa. Ele é mediador do fortalecimento dos vínculos e do não enraizamento das violências privadas, sobretudo a psicológica.
Fonte: gruposummus. Com por Marie Claire
Autoria /Comentários: Elane F. De Souza OAB-CE 27.340-B
Foto/Créditos: pixabay grátis *Às vezes, como no caso apresentado, a única solução viável é o Divórcio; aproveito para indicar um sistema online, EFICAZ e mais barato do Brasil para se divorciar (funciona para ambos os sexos e quaisquer outra forma de relacionamento conjugal homossexual).
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2019.07.07 23:07 almofarizdosombra Feedback sobre texto

Nos últimos tempos, tenho andado a escrever uma pequena história e gostava de ter algum feedback. Já mostrei a alguns amigos, mas queria obter outro tipo de feedback menos parcial. O objetivo não é necessariamente publicar, mas também melhorar e aprender algumas coisas. Deixo aqui os primeiros três capitulos. É um romance dramático. Desde já obrigado a quem tirar um pouco do seu tempo para ler. Qualquer tipo de feedback é apreciado.

I
Sempre Bem
Sinto o seu cabelo suave enquanto lhe acaricio a cara lisa e macia. E linda. Muito linda. Aqueles cabelos sempre foram a minha perdição. Pretos, encaracolados, macios e cuidadosamente bem tratados. Mas não se pense que sou fraco, afinal até os homens mais fortes têm fraquezas. Vide o exemplo do Super Homem, individuo possuidor de uma super força, uma super velocidade, invulnerável até à mais poderosa bomba nuclear. Exceto à kryptonite. Com as devidas diferenças, eu acredito que sou um Super Homem. E aqueles cabelos são a minha kryptonite.
Ela agarra-me a mão como ninguém sabe agarrar. E mesmo que soubesse, ninguém era capaz de o fazer como ela que emprega toda a sua dedicação, emoção e amor naquele gesto. Amor. Será que ela me ama? Será que eu a amo?
Aproximo-me até estarmos quase colados. Ela está estranhamente calma. Eu estou estranhamente calmo. É como se já soubéssemos o que vai acontecer. Na verdade, não era difícil de advinhar. Há coisas na vida que são inevitáveis como o céu ser azul, depois de sábado ser domingo ou a morte. Mas mesmo nas inevitabilidades, a vida consegue ser imprevisivel. Peguemos no exemplo da morte: toda a gente sabe que vai morrer, mas não sabe quando, como, onde nem porquê. Até há quem já esteja morto e ainda não saiba. Mas eu não gosto de pensar na morte. Eu, qual Super Homem, estou sempre bem.
Os nossos lábios tocam-se ou pelo menos eu acho que sim, mas não tenho a certeza. Não tenho a certeza porque não sinto. Nada. Todo aquele momento inevitável que era suposto ser o pináculo da nossa relação até então, tantos rios que fizemos para desaguar naquele mar e agora estou adormecido. Vem-me à cabeça Let It Happen de Tame Impala.
It's always around me, all this noise, butNot really as loud as the voice saying"Let it happen, let it happen (It's gonna feel so good)Just let it happen, let it happen"
All this running aroundTrying to cover my shadowAn ocean growing insideAll the others seem shallowAll this running aroundBearing down on my shouldersI can hear an alarmMust be morning
É mesmo de manhã. Pego no telemóvel para ver as horas: 7:30. Foda-se, já estou atrasado. Procedo à minha rotina matinal: desligo o alarme; levanto-me da cama; ligo a torneira para aquecer a água; vou buscar a toalha e a roupa interior; sento-me na sanita a pensar na vida enquanto espero que a água aqueça; tomo banho; volto ao quarto para me vestir; como o pão com manteiga e bebo o café que a minha magnífica mãe pôs na secretária enquanto estava no banho; arrumo o PC e o carregador na mochila; ponho os headphones e ligo o Spotify. Tudo isto em meia hora. Não sei se é rápido ou lento, mas já sigo esta rotina há tanto tempo que o faço inconscientemente.
No caminho até ao autocarro, cruzo-me sempre com quatro cães. O primeiro é pequeno e peludo e traz consigo uma certa inocência e fragilidade; o segundo é já bem mais forte e imponente, mas muito calmo e pacífico. Acho que nunca o vi a ladrar ou sequer agitado o que não é muito normal para um cão daquela envergadura; o terceiro é a personificação do ditado “cão que ladra, não morde”; por último, mas não o menos importante, um pouco mais distante dos outros três, está o meu favorito: um pastor alemão de médio porte, tristonho, solitário e carente. Não sei o que se passa com ele, mas, seja a que hora for, está sempre deitado no chão no mesmo cantinho a olhar para a pequena porta gradeada à sua frente, esperando uma alma caridosa que passe para lhe dar o carinho que ele necessita. E eu bem tento, mas ele não me deixa. É bem jogado, eu não sou de confiança. Dejá vu. Tenho tanta pena dele que até já pensei em raptá-lo para lhe dar uma casa em que ele seja amado. Até comentei isso com ela.
Nós falamos tanto. Não me lembro da última semana que passei sem falar com ela, seja por mensagens ou (o meu favorito) pessoalmente. Por vezes estou eu perdido nos meus pensamentos como muitas vezes acontece e dou por mim a pegar no telemóvel e mandar-lhe uma mensagem. Falamos da vida, da morte, do sol, da chuva, do ontem, do amanhã e de cães. Ela tem uma cadela linda. Gosto tanto dela que é o meu wallpaper do telemóvel.
Já cheguei e nem reparei. Faço isto tantas vezes que já é automático. Instantâneo. Às vezes gostava que não fosse assim, que tomasse mais atenção ao que me rodeia, que aproveitasse mais os momentos, mais lentamente. Na verdade, neste caminho rotineiro, só há duas coisas às quais presto atenção e vejo com olhos de ver: cães e mulheres. Os cães iluminam o meu dia e aquecem o meu coração de tão fofos e inocentes que são. As mulheres fazem-me viajar. Por cada uma que passo, reparo nos seus traços, na sua postura, no seu olhar e imagino que aquela pode ser o amor da minha vida. Mas não é. Nunca é. E ainda bem para elas, certamente estão melhores sem mim. Dejá vu.
Chego ao portão e vou buscar o telemóvel para ver qual é a sala. Tenho uma mensagem do Diogo. «Não vens à avaliação?». Foda-se, esqueci-me. Não faz mal, eu safo-me, estou sempre bem.
II
Música Fria
“Isola-se a incógnita no primeiro membro e passa-se tudo o resto para o segundo membro com a operação inversa”.
Olham todos para mim com raiva e inveja. Outra vez.
“Certo, mais uma vez, mas na próxima não quero que sejas tu. Quero ouvir os outros”.
Eu não pedi isto. Eu não tenho culpa. Parem de olhar assim para mim. Enfio a cabeça no caderno e tento afastar os olhares, a inveja e a raiva da minha cabeça. Foca-te. Pensa em momentos melhores. Respira. Quem me dera que a Filipa gostasse de mim. Não, é impossível. De todos os pretendentes, nunca me iria escolher. Quando tens pretendentes muito mais fortes, confiantes e experientes, porquê escolher o mais fraco? Para não falar da beleza dos candidatos que é um fator muito relevante nestas discussões. Aí a diferença é abismal. A única vantagem que tenho é que somos amigos, mas a amizade não conta muito nestas coisas.
Dou por mim a resolver o resto dos exercícios. Já é automático. Instantâneo. Para mim, a matemática corre-me nas veias. Quem me dera que fosse assim nos outros aspetos da vida. Quem me dera que todos gostassem de mim. O meu sonho é que um dia toda a gente goste de mim. Vai ser tão fácil viver sem os olhares de julgamento, a inveja, o ódio.
Levantam-se todos, é hora de intervalo. Dez minutos a respirar ar fresco enquanto dou voltas à escola. Apesar de tudo, uma pessoa tem que se manter em forma. Se passo o dia numa sala e as aulas de educação física são o que são, como é que é suposto manter a forma física? Além disso, não tenho mais nada de interessante para fazer. Os temas de conversa são aborrecidos, não aprendo nada. E se não estou a aprender ou a evoluir é uma perda de tempo. Encontro a Filipa ao voltar para a sala. “Vais ficar hoje?”. Hoje é a reunião dos pais e normalmente a turma toda fica lá fora à espera deles. É melhor que ficar em casa sozinho com fome à espera que a tua mãe volte para te fazer o jantar. Assim pelo menos posso comprar um Snickers na máquina para enganar a fome. “Não sei.”. “Fica. O que é que vais fazer em casa sozinho?”. Eu já sabia que ia ficar. Estava só a fazer um teste para ver se ela se importava.
As aulas da tarde são sempre a mesma coisa. O que é habitualmente uma turma irrequieta, está agora apática.
“Dom João quarto casa com Luísa de Gusmão a 12 de janeiro de 1633”.
Quem me dera viver nesta época. Era tudo tão mais fácil. Evitava-se todo este jogo para descobrir se aquele era realmente o amor da tua vida, se vale a pena continuar, se vale a pena tentar ou se o amor da tua vida existe sequer. Simplesmente combinavas com outra pessoa que iam ser o amor das vossas vidas. Dava jeito a toda a gente. Evitava-se todo o tipo de confusões, dramas e lamúrias. Há quem diga que isso é que traz a magia às coisas. Eu digo que é uma merda. No modelo antigo, pessoas como eu podiam ser felizes. Assim, a possibilidade é bastante baixa para não dizer nula.
“Qual é a tua música favorita?”, pergunta-me a Filipa enquanto vejo a mãe a passar.
“Não gosto de música”.
“O quê?! Nunca conheci ninguém que não gostasse de música. É impossível. Toda a gente gosta de música.”.
“Eu não gosto”. Desta vez não estava só a tentar ganhar a atenção dela, é mesmo verdade, não gosto de música.
“Vou-te mostrar uma música.”. Olha para o telemóvel e põe uma música. Até não é má.
“É uma música fria”.
Ri-se. “És estranho.”. Diz isto enquanto me olha nos olhos. “Olha quero pedir-te um favor.”.
“Diz”.
“Ando a ter algumas dificuldades com matemática e pensei que tu me podias ajudar. Podíamos aproveitar este tempo e tu vinhas a minha casa fazer os TPC’s comigo. Que achas?”.
Ela não tem dificuldades a matemática. Pelo menos nunca aparentou ter até agora. Ou será que tem? As aparências iludem. “Pode ser”.
Sorri. “Vamos então.”.
É a primeira vez que alguém me convida para a sua casa. Não sei o que esperar, mas vai ter que ser rápido senão a minha mãe preocupa-se. Provavelmente consigo fazer aquilo tudo em dez minutos sem problema.
Afinal é isto. Mesmo que me tivessem dito que ia ser assim, que era disto que devia estar à espera eu não acreditava. Olho para o meu lado esquerdo e vejo a Filipa um bocado abatida. Compreensível. Se para mim foi anticlimático, imagino como terá sido para o outro lado. Tenho que dizer alguma coisa para tentar mudar este momento.
“Gostei da música que me mostraste. Põe outra vez.”. Vejo-a levantar-se, pegar no telemóvel e pôr a música. Acho que resultou. Pelo menos para mim o ambiente está melhor.
III
Tem de Ser
Estico-me para chegar ao telemóvel. “Posso meter uma música?”. Incrível como passados estes anos todos ainda continuo a ter os mesmos hábitos.
“Claro.”. A Sofia olha para mim como se aquele fosse o melhor momento da sua vida e eu fosse o principal responsável por isso. Chego-me perto para retribuir. Beijo-a ao som da Musica Fria. É um bom momento. Por alguns instantes, engana-me. Mas não é ela.
Volto ao telemóvel e abro as mensagens. Já não lhe mando uma mensagem há muito tempo. «Olá». Ela já sabe como isto funciona. Daqui a umas horas, vai-me responder e vamos falar da vida, da morte, do sol, da chuva, do ontem, do amanhã e de cães. Talvez até tenha sorte e receba alguns vídeos da cadela dela.
“Na quarta saio mais cedo. Podias vir aqui.”. A Sofia quer demasiado. É sempre aqui que as coisas começam a descambar. A minha vida amorosa é um ciclo vicioso. Começa sempre no verão e com ele vem uma sensação escaldante, uma energia renovada, a vontade de fazer mais e melhor a cada dia que passa. É por esta fase que ainda não desisti. É por isto que quase vale a pena. Sorrateiro, mas sem piedade, chega o outono. As folhas verdes e viçosas que antes emanavam esperança, estão agora castanhas e cansadas espalhadas pelo chão. É aqui que percebo mais uma vez que ainda não é esta. Não é ela. Aquilo que fazias no verão já não o consegues fazer. É demasiado frio. Agasalho-me para me sentir um pouco mais quente e preparar o inverno. Chega o inverno rigoroso. Todos os anos chega de rompante, sem avisar, sem dó nem piedade. Deixa-me a tremer de frio. Já não faço nada do que fazia no verão, só me apetece ficar em casa à espera que passe a tempestade. Lentamente, chega a primavera. Sinto um cheiro a ilusão no ar, há uma esperança renovada, uma certa vontade de voltar a repetir tudo à espera que desta vez o resultado seja diferente.
Repetir a mesma coisa vezes sem conta à espera de um resultado diferente: a definição de loucura. Todos os génios têm um pouco de loucura e eu, como génio que sou, não fujo à regra. Como génio a minha primeira invenção será um sistema de emparelhamento de casais. Nada dessas aplicações de encontros que há por aí. Nada disso. O meu sistema vai oferecer uma probabilidade de 99,9% dos participantes encontrarem o amor da sua vida. Para isso, os candidatos terão que passar por várias relações com término definido, a fim do algoritmo estudar as suas reações nesse espaço de tempo e também ao término inesperado da relação. Ah sim, esqueci-me de dizer que nenhum deles vai saber quando a relação acaba, isto para fazer com as reações sejam genuínas, com o objetivo de obter dados com a maior credibilidade possível. Também não vão saber quantas relações terão que passar até atingir o tão esperado amor da sua vida ou quanto tempo isso vai demorar. Agora que penso, se calhar este sistema já existe. Se calhar eu estou neste sistema. Se calhar estamos todos neste sistema. Se estivermos mesmo, eu sou a anomalia estatística. O 0,1%. A margem de erro. Não se pode ter sorte em tudo.
“Claro, achas que não ia aproveitar mais uma oportunidade para estar contigo?”. Tretas. Mentiras que eu repito na minha cabeça para me fazer acreditar que é mesmo verdade quando já sei o desfecho desta história.
Ah!, aquela última semana de verão. Acho que desta vez vou já fechar-me em casa no outono. Parece-me que este vai ser rigoroso.
Vejo-a passar no corredor. Ela repara em mim e vem dar-me um abraço. Adoro estes abraços. Ela abraça-me como ninguém sabe abraçar. E mesmo que soubesse, ninguém era capaz de o fazer como ela que emprega toda a sua dedicação, emoção e amor naquele gesto. Amor. Será que ela me ama? Será que eu a amo?
“Estás bem?”.
“Estou sempre bem, já sabes.”.
Vou ao bolso e tiro aquelas bolachas que ela gosta. Dou-lhe uma e começo a comer a outra. Adoro ver aquele sorriso que ela faz quando lhe dou a bolacha. É como se soubesse o que aquele gesto significa para mim.
“Não pareces bem.”.
Ela conhece-me demasiado bem. Demasiado até para o seu próprio bem.
“Mas estou, acredita. E tu?”.
“Já estou melhor. Um dia de cada vez.”.
Fico triste que ela não consiga ser 100% feliz. Se há pessoa que o merece é ela. Gostava de fazer mais por ela, mas não posso. Não consigo. Dou-lhe um beijo na testa e sigo para a aula.
«Hoje vou fazer aquela massa que tu gostas <3». A Sofia faz questão que eu não me esqueça dos nossos compromissos. Olho lá para fora e sinto o outono a chegar. Há uma certa beleza e tranquilidade nesta parte. Apesar de saberes que vêm aí tempos mais frios, ficas de certa forma contente porque tens a consciência do que está a acontecer. Assim, evitas ser apanhado de surpresa e, de repente, ficas sem tempo para te agasalhar. E tu não queres isso. Não queres, porque é assim que ficas doente.
Estou cá fora a fumar um cigarro enquanto olho para a porta. Porque é que estou a fumar? Eu só fumo quando estou stressado. Ou será que isso é uma mentira que eu repito para mim mesmo até acreditar, como tantas outras? Mas esta tenho quase a certeza que é mesmo verdade. Eu passo meses sem fumar até que um dia decido fumar um cigarro. Nestas fases nunca fumo mais do que um maço. Eu nem me apercebo quando elas começam porque não é sempre no outono. É como se o meu corpo dissesse que precisa de nicotina e eu lhe desse o que ele quer. Como muitas coisas na minha vida, já é automático. Instantâneo. Lucky Strike. Reza a lenda que tem este nome, porque, antes da marijuana ser ilegal, alguns maços continham um cigarro de marijuana como bonus.
Já chega. Pára e vai fazer aquilo que vieste aqui fazer. Toco à campainha. Se demorar muito, vou embora. Está calado, faz-te homem. Tem de ser. Há coisas na vida que tem mesmo de ser. É como se costuma dizer: o que tem de ser, tem muita força. Tanta força que me consegue empurrar escada acima, até ao quinto direito, para fazer aquilo que eu não quero fazer. Mas tem de ser.
Recebe-me com aquele sorriso que fazia derreter o coração de muitos. És tão boa para mim, Sofia. Foste tão boa para mim, Sofia.
Oh, I have been wondering where I have been ponderingWhere I've been lately is no concern of yoursWho's been touching my skinWho have I been lettingShy and tired-eyed am I today
Sometimes I sit, sometimes I stareSometimes they look and sometimes I don't careRarely I weep, sometimes I mustI'm wounded by dust
Nada dói mais do que o som duma porta a fechar. O impacto foi tão forte que caí para trás. Fico sentado encostado à parede a olhar para aquela porta que se acabou de fechar. Mais uma. Passa mais uma. Eu não quero saber, podes olhar. Sim, estou aqui no chão a chorar enquanto olho para a porta da mulher que acabei de rejeitar. Algum problema? O único problema aqui é tu não seres ela. Quem me dera que fosses. “É ela, não é?! Eu já sabia!”. Ela não te diz respeito, por isso, quando falares dela, falas com respeito. Era o que devia ter dito, mas eu sou fraco. Nestas questões, sou fraquíssimo. Mas se até o Super Homem tem uma fraqueza, eu também posso ter. No entanto, o que é o Super Homem sem o amor? Podes ser o imperador do mundo inteiro, da galáxia inteira, mas sem amor não és homem nenhum, quanto mais Super Homem.
E se eu me atirasse daqui? Será que morria? Se eu morresse, ninguém ia querer saber. Só ela. E mesmo ela ia ficar triste inicialmente, mas depois ia passar. Até é melhor para ela, evita-se a inevitabilidade a que todas as minhas relações se destinam: fracasso. Todas as amizades, todos os namoros acabam por dar mal de uma maneira ou outra e o pior é que sugo sempre um bocado da outra pessoa comigo. Prefiro não estar cá para ver isso acontecer com ela. Até agora pensei sempre na razão de eu ter tanto azar, afinal eu sou boa pessoa. Agora percebi finalmente. Só há uma possibilidade, um denominador comum, uma pessoa em falta: eu.
Chegou a hora de eliminar os denominadores, mas antes disso tenho que lhe deixar uma mensagem para ela saber o quão boa foi para mim. Desculpa.
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2019.06.17 03:57 lucius1309 LUGAR AMALDIÇOADO

Antes de começar, dá um play nos discos que ouvi pra escrever esse texto.

ALICE IN CHAINS - SAP (1992)
https://www.youtube.com/watch?v=wQUlXOJqi5M
ALICE IN CHAINS - JAR OF FLIES (1994)
https://www.youtube.com/watch?v=6zurnifn-Y0

Gosto de forçar minha tristeza às vezes. Não sempre. Mas eventualmente gosto de saber que ainda sinto alguma coisa. No geral, é tudo apatia. Vontade de não levantar da cama e nem de ver ninguém nos olhos. Falar com pessoas é algo que acaba comigo, e várias vezes tive que ficar minutos (que pareciam dias) no telefone falando com pessoas que, honestamente, eu não dou a mínima.
Na real, eu não dou a mínima pra ninguém.
Ou quase ninguém, eu acho.
Não que eu não me importe com as pessoas, eu simplesmente não tenho interesse algum nelas, e por mim, viveria sempre no meu bom e velho casulo ouvindo discos, batendo textos e fazendo comidinhas gostosas. Sim, agora não existe a garrafa, não há muito a se fazer além disso.
"Então o que você me diz do seu trabalho atual, em que você ajuda pessoas a saírem do buraco que um dia você esteve?" o leitor pode questionar. E a resposta é simples. Eu faço tudo isso porque me faz bem, não porque faz bem pros outros. Fazer bem pros outros é mera consequência, mas se não fizesse, eu continuaria fazendo do mesmo jeito.
Certo.
Voltando uns doze anos atrás, eu estava começando a beber todos os dias, escutava Metallica, Megadeth, Anthrax, Iron Maiden e Slayer todos os dias, usava camisetas pretas e calças jeans desbotadas, havia raspado a minha cabeça com a maquininha 1, pesava sessenta quilos com um metro e oitenta de altura, odiava a faculdade e todos que estavam lá, meu namoro não ia bem e eu estava sendo traído (coisa que só vim a descobrir depois de um tempo), não acreditava em Deus e nem no Diabo, eu só queria me esconder e ler um pouco de Nietzsche. Acabei lendo dez livros dele, fora Schopp, Kierkgaard, Spinosa, Rimbaud, Heidegger, Camus, Baudelaire e outros imbecis, não sei onde eu li, só sei que li sobre o egoísmo do altruísmo, e sobre como pensar no próximo era sim o maior ato de pensar em si mesmo. Se fazer bem pra alguém te faz bem, você faz, mas se não faz, você deixa de fazer. É aquele velho ditado, todo mundo torce pelo sucesso do outro, desde que não interfira no sucesso de si mesmo. Logo eu, uma das pessoas mais covardes que conheci, lendo isso com meros dezessete anos, sem saber porra nenhuma da vida e achando que o problema estava todo no mundo lá fora, e nunca dentro de mim.
Afinal, não havia nada de errado em pensar em suicídio todos os dias, beber e ouvir música pesada. E depois disso tudo, as coisas só vieram a piorar.
Tenho certeza que moro num lugar amaldiçoado. Meus dois vizinhos usam drogas de forma violenta, desde que estão aqui eles usam, até hoje não conseguiram parar. Um deles eu sei que está jurado de morte pelo líder de algumas bocas de fumo da região, inclusive uma vez ele quase morreu por causa de uma dívida de trinta reais, mas eu fui na biqueira e paguei essa dívida. Claro que depois disso ele contraiu dívidas novas, e novas, e hoje devem estar em números exorbitantes.
Dentro da minha casa eu já usei muita droga, assim como meu pai e minha mãe, meu irmão começou a usar drogas aqui dentro também. Um ex namorado da minha mãe morreu de cirrose na sala de estar, ela chegou do trabalho e encontrou ele todo ensanguentado, pedaços do rim e do fígado espalhados pelo sofá, uma cena digna de um seriado policial. Eu mesmo já tentei me matar seis vezes aqui dentro, sendo dois enforcamentos, três tentativas de overdose (uma delas com medicamentos, duas com outras drogas) e uma vez com uma arma contra a minha cabeça. A casa já foi invadida duas vezes, furto, onde nada de mal aconteceu além da perda material. Já coloquei aqui dentro traficantes, putas, usuários de drogas, bicheiros, assassinos, trombadinhas, moradores de rua e toda classe de degenerados.
Hoje moro sozinho nessa casa, estou pensando em sair fora, pagar um aluguel em algum lugar e passar essa casa pra frente (venda ou locação), pra ver se consigo me sentir melhor. Os sábados geralmente são piores, mas todos os dias são complicados, o espiritual daqui é carregado, é como se alguma alma ainda andasse aqui dentro, quem sabe a alma do ex-namorado da minha mãe, que morreu aqui dentro. Minha mãe está numa depressão forte há quase dois anos, não consegue reagir de maneira nenhuma, envelheceu uns 20 anos desse tempo pra cá, chora o tempo todo e não quer sair do sofá. Assiste as novelas mexicanas e às vezes passa dias sem tomar banho. Come eventualmente e toma medicamentos fortes demais.
Eu tenho certeza que ela vai melhorar se sair daqui. Deve ter um sapo enterrado em algum lugar, que já estava enterrado desde antes de mudarmos pra cá. Fomos os primeiros donos, essa casa é nossa há quase 25 anos, e desde que meus pais vieram pra cá, comigo e meu irmão, tudo só piorou pra eles. Inevitavelmente veio o divórcio, e meu pai está bem melhor desde então.
Já morei em outros lugares, mas por pouco tempo, e nesse pouco tempo fora, a vida pareceu melhor de alguma forma. Eu consegui progredir, evoluir. Mas sempre acabo voltando pra cá, quer eu queira, quer não. Fiz uns trabalhos espirituais, incensos, defumações, descarregos, mas por enquanto, tudo segue do mesmo jeito. Satanás, em todas as suas formas, é muito forte aqui. São anos e anos se abastecendo de tristeza, vontade de morrer, abuso de álcool e drogas e desmoronamento familiar.
Talvez a vida seja melhor fora daqui.
Talvez o problema esteja em mim.
Não sei, não pretendo saber.
Tudo o que eu quero é uma paz de espírito completa. Uma utópica forma de ver a vida de maneira positiva. Afinal de contas, os especialistas com seus diplomas pomposos pendurados na parede dizem que tudo depende só de nós mesmos, e afirmo, pra estes, que se depende de mim mesmo, e somente de mim mesmo, eu venho fazendo um péssimo trabalho. Falta talento. Falta paciência. Falta principalmente vontade, porque como eu disse acima, minha vontade é de ficar no meu casulo sem ter contato com pessoas, pois pra mim a vida das pessoas é tão importante quanto a teia de aranha que destruí hoje enquanto limpava a cozinha.
Trabalho com a minha ansiedade da mesma forma que trabalho com o meu alcoolismo, um dia de cada vez. Faço exercícios de respiração, tento ocupar minha cabeça, canalizo pra alguma atividade um pouco produtiva, leio, vejo memes e torço pro dia acabar logo. Dentro de mim ainda respira um ser conturbado e problemático, que já ameaçou pessoas com faca e se jogou na frente de carros. Escutem, eu não sou santo, nem sou um escritor genial, sou só um cara fudido tentando ser feliz. Como a maioria é também. A diferença é que eu enfrento essa realidade (mesmo contra a minha vontade) e tento fazer alguma coisa, enquanto os outros, no geral, estão vivendo vidas patéticas demais e recheando as redes sociais com sorrisos mentirosos e olhos sem brilho.
O mundo continua girando, e continuará girando sempre, comigo aqui ou comigo em outro plano.
Isso não quer dizer que eu queira me matar.
É uma ideia que existe, mas ela aparece uma vez por semana e dura de cinco a dez minutos, então eu penso em todo o trabalho que seria e acabo desistindo, até porque eu tentei me matar muitas vezes e não morri, não vai ser agora que vai dar certo.
Ou vai?
Chega, esse texto está muito carregado. Não vou falar sobre atentar contra a minha própria vida, vou falar de uma coisa legal.
Hoje eu saí cedo pra dar uma volta, me ajuda a lidar com a minha ansiedade, e vi umas crianças de uns sete ou oito anos de idade tocando as campainhas e saindo correndo depois, dando risada numa inocência sem precedentes. Aquilo me tirou um sorriso dos lábios, e vi alguma esperança nas próximas gerações. Não necessariamente que eles vão dar certo, afinal, a minha geração falhou miseravelmente. Mas me fez ver as coisas com outros olhos pela primeira vez em semanas.
Depois disso, andando pelas ruas e vendo as pessoas tranquilas me senti em paz, uma paz estranha, serena, como se não houvesse nada de errado no mundo, como se minha vida tivesse sido perfeita até ali, como se eu tivesse tido o amor do meu pai e da minha mãe, como se eu nunca tivesse tentado me auto destruir pelo simples fato de me odiar demais e achar que eu não mereço ser feliz. E aquela paz durou algumas horas, eu cantei algumas músicas alegres e ganhei a minha semana.
Talvez ainda resida um Deus dentro de mim que me indica os caminhos certos e me faça acertar de vez em quando. Enquanto eu não faço contato direto com ele, vou tocando os dias da melhor forma.
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2019.05.22 23:38 reverseesrevercard Faculdade x Depressão

Olá gente, Gostaria de pedir ajuda aos universitários, já tentei perguntar no posto Ipiranga mas não deu certo.
Como conseguir fazer uma faculdade sem querer morrer todos os dias? Eu gosto do meu curso, porém sinto que sou um lixo, quanto mais eu estudo, mais eu sinto que não sei de nada. Tô frustrada pra caralho.
Eu curso Arquitetura e Urbanismo, tenho 21 anos e tou no 5 semestre. Detalhe: Entrei na faculdadr com 17 anos mas já tranquei a faculdade várias vezes por conta de crises depressivas. Eu sou perfeccionista e se o trabalho não estiver 100% eu não entrego. Isso fez com que eu atrasasse bastante em várias matérias. Outra coisa que me atrapalha bastante é a baixa estima, tem dias que não consigo sair de casa, não consigo sair da cama... E isso vira uma bola de neve de sentimento de culpa.
Eu moro sozinha e meus pais moram em outra cidade, e um dos motivos de eu ter depressão, desde muito cedo inclusive, é por conta do meu pai. Resumindo ele é maluco e já espancou minha mãe e eu já apanhei feio também. Uma vez ele me deu um chute no cóccix e eu passei um mês sem sentar direito, eu tinha 14 anos e dizia pra todo mundo que tinha caído de bunda no chão e as pessoas riam disso. Minha mãe tá tentando se separar dele, e os dois vem até a mim pedir ajuda, minha mãe conselhos e meu pai querendo que eu faça alguma coisa pra eles não se separarem. Aaaaaaaaa. Eu também terminei um namoro de 6 anos recentemente. Eu sinto que me perdi na vida de uma forma bizarra, eu na verdade tou nem aí pra faculdade, eu queria apenas parar de sofrer... mas a vida real nos obriga que sejamos """alguma coisa""", tenhamos condição financeira e etc. Acho importante, claro. MAS E A SAUDE MENTAL?????? Inexiste. 0.
Desculpa o desabafo bagunçado, tou indo pra minha aula agora... tentei ligar pro 188 pela primeira vez na vida e não está funcionando por algum motivo. Enfim.
Se cuidem galera, beijos.
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2019.05.06 10:17 The-Old-Onee Meu primeiro relacionamento

A história do meu primeiro relacionamento foi algo que me marcou por um bom tempo. Até hoje, talvez.
Essa história pode não interessar muitas pessoas, mas aos que se interessarem, sejam bem vindos.
Tudo começou aos 6 anos de idade. Por isso, não esperem bastante maturidade vinda de mim. Na época em questão, eu havia acabado de me mudar com a minha família, e tinha entrado em uma escola pública. Foi nessa escola que encontrei a garota que viria a gostar.
Eu sempre vi muitas garotas bonitas em minha vida, mas nunca prestei muita atenção nelas, entretanto, algo me chamou atenção nessa garota. A propósito, pensei que poderia ser a sua beleza, mas isso não faria sentido por conta do fato anterior.
Sem nem mesmo conhecer um pingo de sua personalidade, eu acabei tendo a segunda paixão da minha vida, mais forte que a primeira.
Primeiramente, devo admitir que eu ficava muito sem jeito perto dela. Por isso, me impressionei comigo mesmo sobre como consegui pedir o seu telefone. As conversas eram inocentes, foçadas no meu herói de infância: Sonic.
Por favor, não ria.
Tive a sorte de descobrir que ela também era fã do Sonic, e isso unia as nossas conversas. Sem contar as minhas piadas sem-graça que sempre arrancavam um riso dela.
Depois de um tempo, as conversas terminaram. Não pude ligar para ela por um tempo, e logo perdi o seu número de telefone. Tímido, com vergonha de pedir novamente seu numero, aquela foi a última vez que eu conversei com ela no Ensino Fundamental.
Da segunda até a quarta série, eu estive gostando dela. Observando-a de canto, escrevendo seu nome em minhas coisas, imaginando um futuro promissor, até mesmo sendo motivado a ir para a escola simplesmente para ver o seu rosto. Uma criança apaixonada.
E com um óbvio mas bem escondido ciúmes quando rumores (falsos, no caso) de que ela namorava com o garoto mais inteligente da sala, começaram a surgir.
Eu, parabenizei ela por isso, mas amaldiçoei o garoto milhares de vezes, por dentro.
É uma das últimas vezes que lembro de ter dito algo para ela.
Quando passei para a quinta série, a escola escolheu uma nova escola da qual frequentaríamos, pois não tinha recursos para ter uma quinta série e além.
Fomos para a mesma escola.
Mas nada mudou, ficamos em salas diferentes. Nenhum dos meus amigos estavam ali, e para piorar, pelo meu jeito, passei a sofrer ofensas por outros colegas, das quais nunca me fizeram bem.
Ali, minha autoestima desmoronou completamente.
Eu sempre via ela algumas vezes, andando pelo pátio com os amigos, e talvez uma coisa que nunca cessou, foi minha paixão por ela.
Me lembro de um dia estar num evento de Festa Junina na escola. Cheguei cedo com a minha mãe, sentei em um banco no meio da praça, e ela sentou um pouco à frente. Queria falar com ela, mas nunca soube como começar.
Quando notei, ela se juntou com seus amigos, a conversa nunca aconteceu. Mas teria mudado algo afinal?
No meio daquele ano, eu me mudei mais uma vez. Dessa vez, fui para longe. Agradeci, nunca mais iria ver os retardados dos meus colegas, e como minhas notas eram baixas, não tinha o que perder.
Um dia, então, bem longe dela, passei a usar o Facebook. E por coincidência, encontrei o Facebook dela. Adicionei, e foi ali que a magia passou à acontecer.
Inicialmente, não me lembro de como ocorreu a primeira conversa, mas devo ter me apresentado, para ver se ela se lembraria de mim. Uma coisa que memorizo, entretanto, eram as sensações estranhas na minha barriga.
Eu devia ter o que? 9 ou 10 anos?
Fomos conversando, até chegar o dia da qual disse para ela como me sentia. Praticamente, disse que gostava dela. Nosso relacionamento nunca piorou, mas também não melhorou.
(Ps: uma das coisas que devo ressaltar, é que eu basicamente tinha medo da forma que ela reagiria. Por isso, nunca me declarei pessoalmente. Maldita covardia!)
Eu tentava sempre agir como um bom amigo. Tentava dar conselhos - me colocando no lugar dela - sempre tentava diverti-lá, no caso, sempre tentando encontrar um jeito de conquistar ela, até o dia que ela também passasse a gostar de mim.
Eu tentei ser o cara perfeito. Se eu consegui? Eu não faço a mínima ideia.
O tempo passou, e ela passou a ficar com outras pessoas. Quando ela ficava mal, eu sempre tentava animar ela. O ciúmes não era algo tão presente, pois no caso, eu só ficava interessado no bem-estar dela. Seus namorados eram um detalhe que eu procurava esquecer.
Enfim, um dia, o meu ciúmes me levou à entrar em discussão com um de seus amigos íntimos. Com esforço, eu consegui quebrar o relacionamento deles (isso soou tão mal).
A propósito, no início, ela falou que não terminaria com ele. Por isso, me senti inútil, e me afastei por um tempo. Bem decepcionado.
Quando voltei, ela havia me agradecido por ter ajudado a tirar o cara da vida dela. Nunca soube o porque, ela nunca me disse.
Enfim, nos reaproximamos, é nosso relacionamento evoluiu um pouco. Não tanto quanto eu gostaria.
Então, eu cometi um erro. Um grande, enorme, e fodido erro.
Basicamente, minha pessoa se cansou de ser o amigo consolador, e passou a ser mais impaciente com a situação. Então.. eu, com o meu jeito covarde de ser, chamei a própria pessoa que eu gostava, de oferecida.
O pior, foi em um post público. Com a clara intenção de humilhar.
Entramos obviamente em discussão, uma briga que nos afastou por um ano inteiro. Talvez, o melhor teria sido apenas conversar com ela e dizer o que sentia. Mas fui imaturo e inconsequente (sei que é praticamente a mesma coisa).
Depois que um ano se passou, eu tentei me reaproximar. Mas como dizem, um relacionamento é como uma folha de papel. As brigas amassam esse papel, e independente do que faça, ele nunca retornara ao que era antes.
Ela estava brava, brava com alguns amigos também, e eu acabei chegando nela situação. Basicamente, eu apenas tentei me desculpar.
Não me lembro, a propósito, se eu consegui. Mas depois de um tempo, acabei me afastando novamente.
Quando ganhei o meu primeiro celular, eu instalei o WhatsApp, e como não tinha muitos Contatos, pensei em adicionar algumas pessoas.
Eu já tinha ela como amiga, então pensei, porque não?
Aqui chegamos no terceiro e último arco dessa historia.
Pedi o seu número, e foi incrível como nossa relação prosseguiu x 0. Eu continuava sendo o mesmo amigo consolador, mas dessa vez, ainda mais apaixonado.
Consolei, ajudei, aconselhei, fiz tudo para ver ela feliz. Por mais que eu fosse um idiota completo, ainda tinha a felicidade dela como prioridade. Mesmo após anos.
Algo que devo citar, è ela dizer que na verdade sempre me amou, e na ocasião, namorou com outros caras simplesmente para me esquecer.
Eu não acho que precise afirmar que sempre estranhei aquela história, certo? Afinal, anos atrás, a mesma me trocou por outro cara.
Voltando ao assunto..
Foi então, que tendo ainda mais impaciência, eu falei o que queria falar há bastante tempo.
Por favor, porra, fica comigo?
(Ps: sim, foi virtual) (Ps2: não foi com essas palavras, obviamente) (Ps3: essa não è a sigla para PlayStation 3)
Ela aceitou, ótimo, não?
Os primeiros dias sendo seu namorado, mesmo que virtual, foram realmente maravilhosos. Acordar, e receber um bom-dia da pessoa que ama. Áudios, dizendo coisas carinhosas.. cada ação que te conquistava...
Os seis anos correndo atrás daquela garota valeram a pena naquele momento.
Obviamente, meu ciúmes aumentou. Quando ela falou que seu ex havia pedido uma foto dela para colocar como uma capa no perfil, eu não aguentei. Simplesmente dei um xilique.
O ciúmes realmente não è uma coisa saudável em situação alguma. Que sensação terrível..
Um mês depois, eu cometi outro grande erro.
Em um resumo, estávamos fazendo ciúmes um para o outro. Acontece que eu foi bem mais pesado, e não respondi ela por um tempo (1 hora).
Eu havia dito que estaria com outra garota, achei que a situação terminaria bem naquela noite. Vacilo meu.
Ela ficou completamente com ciúmes, não sei como a conversa seguiu, mas terminou com o fim do meu relacionamento com ela, e lágrimas silenciosas na noite.
Eu mesmo, terminei o relacionamento que demorei anos para construir.
Apesar de que o motivo do término foi outro. Basicamente, ela ainda gostava do ex, e eu, sabendo que não conseguiria dar para ela o que ela queria, libertei ela de mim.
Pode ter sido uma atitude meio corna. Mas sério? Eu nem sabia da existência dessa palavra.
Eu voltei a ser o amigo consolador. Mas agora, meu amor por ela começou a esfriar bem depressa.
Eu passei a evitar suas mensagens, responder apenas dias depois, fui me afastando sem notar.
Nesse tempo eu comecei a ficar mais quieto pessoalmente, motivos? Leia mais a frente.
Um dia, dando mais uma chance ao amor, eu tentei reatar com ela. Mas as palavras que me atingiram foram pior do que qualquer merda que eu possa imaginar.
“Eu te considero como um irmão”
Tipo... è sério isso?
Sim, è.
Como se eu sentisse que um buraco negro tivesse surgido no meu peito, um desespero tão grande, a sensação de rir de descrença enquanto chorava.
Era assim que as garotas dispensavam os caras agora?
Um simples não seria menos doloroso do que aquela resposta.
Eu sei que sou um completo babaca, fiz muita merda. Mas aquilo nunca tirou o meu direito de se sentir triste.
O resultado? Eu me afastei completamente dela.
O fim do meu relacionamento me trouxe uma resposta interessante: nada è como você pensa que vai ser.
Talvez, se essa história fosse um simulador de namoro, eu com certeza estaria vivendo o final ruim.
Se eu tivesse tido mais coragem no passado, e me declarado, talvez as coisas teriam sido diferente.
Quem sabe eu estivesse feliz hoje.
O foda disso tudo, foram os problemas familiares que por baixo sempre foderam com a minha mente.
Brigas o tempo todo, ameaça de divórcio, o xingamento pelos colegas, até mesmo ser traído pelo seu melhor amigo, essas coisas fodem com a cabeça de uma criança que nunca teve tantas dificuldades na vida.
(Apenas para avisar, éramos da classe baixa, graças ao meu pai, e ao meu bom Deus, conseguimos ir para a classe média. Mas desde lá de baixo eu já não sofria muito com isso)
Enfim, passaram-se os anos, ela começou a gostar de outras pessoas, e eu de outra pessoa. Um dia, entretanto, quando fui excluir meu facebook, eu encontrei nossas antigas conversas, que me acenderam uma pergunta:
Será que a culpa era minha?
De certa forma, sim. Minhas escolhas nos trouxe até aqui.
Por um bom tempo, eu vivi com aquilo na mente, até tomar coragem para enfim pedir desculpas.
Eu senti que precisava fazer aquilo para conseguir continuar vivendo em paz comigo mesmo.
Após anos, eu conversei com ela novamente. As respostas foram frias, diretas e mais cortantes do que Trimontina, mas eu aguentei.
A minha última conversa com ela, foi pedindo desculpa pelos meus erros. Se ela aceitou? Eu não sei.
Mas eu tentei. Mesmo que isso não viesse me trazer absolutamente nada de bom.
E esse è o final da minha história, sobre o final do meu primeiro relacionamento.
Aprendi com meus erros? Talvez, mas continuou um grande idiota que se esforça em aprender com as próprias merdas.
Mas agora digo isso para você, que está com vergonha de se declarar para seu amor secreto: simplesmente faça isso.
Se declarar pode ser algo difícil, pois você estará literalmente abrindo o seu coração sem a certeza de que será correspondido.
E quem saiba, esteja apenas se preocupando atoa, e tenha sim grandes chances,
Mas vai por mim.
Às vezes, è muito melhor receber um “não”, do que viver um futuro estruturado pela sua falta de coragem em dizer o que sente.
A vida è curta, mas o arrependimento è eterno. Por isso, apenas faça. Vá em frente, e se o garoto ou a garota apenas recusarem, não fique para baixo.
O mundo è feito de pessoas maravilhosas que podem te trazer a lua se você quiser. Basta você ter esperanças e nunca desistir do amor.
Enfim, aqui me despeço, e mais uma vez:
Não queiram viver o final ruim desse simulador de namoro que è a vida amorosa. Vá em frente, e corra atrás do que você quer.
Porque no final, aqueles que não desistem, sempre triunfam.
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2019.03.27 05:52 lacradora >Um título interessante para chamar a sua atenção<

Olá pessoinha, boa noite. Quero contar um pouco sobre minha vida um tanto quanto complicada.
Estou totalmente pirada com tanta coisa de vez acontecendo. Meus pais estavam se separando, é um relacionamento abusivo que me levou a ter depressão muito cedo, porém, eles voltaram e tenho medo que meu pai mate minha mãe. Além disso, meu namoro com uma pessoa está ruindo. Alguns meses atrás esta pessoa me contou que era transgênero e que iria transicionar. Fiquei arrasada, pois não sei se darei conta, foram seis anos de relacionamento, não imaginava uma surpresa dessas. Com todas essas coisas acontecendo, empaquei na faculdade e não consigo fazer basicamente nada, além das inúmeras crises de ansiedade e pânico. Não tenho amigos, não tenho forças e não tenho ideia do que me tornei como pessoa. Que fase.
Estou fazendo terapia, me fez aguentar a barra, porém, chega um momento que dá vontade de jogar tudo pro ar e passar o dia vegetando na cama ou até o suicídio. Esses dias eu pensei em me jogar pela janela, porém tem grade, fui atrás de uma chave de fenda para desparafusar e tirei a grade que era muito pesada, como levou tempo para fazer isso, acabei pensando e desistindo, mas é uma ideia babaca e recorrente.
É tão difícil ser feliz? No momento estou abraçada com meu amigo de todas a noites, meu ursinho. É muito louco pensar que uma das coisas que mais me conforta é um bichinho inanimado (eu espero) que não pode fazer nada de mal. Talvez seja esse o ponto. Não aguento mais o sofrimento causado por conta de outras pessoas. Tudo bem que cada um lida com os problemas de uma forma, mas cacete, nem as palestras da Monja Coen tão dando conta. Eu não consigo confiar em ninguém e me sinto um shrek de tão feia e acabada que estou.
Espero encontrar um caminho, uma resposta, o amor próprio e adotar um gatinho. Talvez bichinhos sejam a solução. Obrigada por ler até aqui. Durma bem pessoinha. Gudbai.
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2019.01.05 07:04 Goghiro Eu não aguento mais o relacionamento do meu melhor amigo e quero que ele termine logo.

O problema é o seguinte, meu melhor amigo (16 anos, eu tenho 19) começou a namorar julho do ano passado com uma amiga nossa. E eu fui contra, sempre fui, mas tentei apoiar por causa dele! A gente é cristão, então não vou entrar em muitos detalhes disso pra respeitar quem não é. Aí tá, achei que eles tinham começado certinho e tudo bem mas ainda não tava feliz. Só que de uns tempos pra cá eu to vendo que esse relacionamento simplesmente não vai dar certo, mais cedo ou mais tarde eles vão terminar. Quase toda hora, ele tem uma briguinha com ela por causa de alguma coisa que ela faz e sempre vem correndo desabafar comigo e eu tento botar juízo na cabeça dele, só que não demora nada e ele volta correndo pra saia dela de novo. E esse ano novo, começou a esgotar minha paciência com eles. Tivemos uma festa de ano novo e depois dela, fomos pra casa do meu melhor amigo, que era do lado. E eles ficavam parando no meio da rua pra se beijar e andando devagar, sendo que as ruas estavam desertas e isso me irritou muito, ao ponto que resolvi ir na frente e deixei os dois pra trás e correr o risco de se ferrarem. Chegando lá, ficamos no salão de festas da casa dele por 2 horas pq ficaram sem coragem de subir. E aí quando subiram, a gente tava morto, ela ia chamar Uber pra ir embora, mas aí pensou em mudar de ideia e dormir lá (os dois tem 16 ainda, e quase dormem no mesmo quarto). A partir dali, eu tava a ponto de surtar com eles. Mas ela foi embora depois. E é claro que os pais do meu melhor amigo não acharam isso bonito, aliás tanto eles como eu não veem com bons olhos esse relacionamento (ficamos eu e a mãe dele na véspera do ano novo lendo as conversas dele com ela enquanto ele tava no banho, e depois falando até na cabeça dele, e adiantou alguma coisa?) e sabem que não vai prestar, assim como muitos amigos nossos, e eu resolvi falar pro povo parar de apoiar porque esse namoro não tem futuro. Por que ela, além de ser problemática, também tem uma mãe que é 10x pior (pra vcs terem uma ideia, ele ia passar o ano novo no sitio da tia dela com a família dela e aí a mãe dela surtou e expulsou os dois de lá e disse que ia proibir o namoro deles e altas coisas, sendo que o cara foi de onibus pra lá e fez isso com alguém que nem filho dela é, e ele custou a voltar pra casa depois)
E aí no dia seguinte, eu tava indo pra casa e ele me acompanhou passeando com a cachorra dele e aí um primo da Lara (vamos dar esse nome fake), começou a provocar o meu amigo no privado dela e ele começou a apelar (pq ele é um pouco esquentado e briguento, apesar de muito paciente) e eu esperei pra poder ir pra poder acalmar ele. E aí começamos de novo a conversar sobre como o povo zoa ele e ela fica rindo e relevando, e aí quando ele apela, ela arrepende e faz drama pra ele ficar pianinho de novo. E comentou comigo que no relacionamento, só ela que faz tudo errado, ele nunca cometeu nenhuma besteira, e que todo dia ele estressa com ela de alguma forma, e eu concordei totalmente. E além disso, ela é super ciumenta e não deixa ele ficar perto de ninguém. Na festa do ano novo, ele tava só conversando com uma amiga nossa e ela começou a chorar e fazer drama dizendo que ele preferia conversar com essa amiga do que com ela (eu fiquei **to quando ele me disse isso, odeio esse tipo de gente possessiva.) Sendo que ela ia conversar com os amigos dela e ele tinha que ficar lá de boa, enquanto tava com dor de cabeça e ela cantando na cabeça dele sem parar. E depois de outras inúmeras razões que eu dei pra ele, falei pra ele repensar se valia mesmo a pena e terminar logo com ela. Mas adivinhem???? Ele ainda não terminou com ela, e continua dando chances e investindo no relacionamento.
E EU JA NAO TO AGUENTANDO MAIS!!! Quase todo mundo, menos ele (e ela obviamente) não vê que esse namoro não presta, e que só faz mal pra ele. Já cansei de dar razões pra ele ver que não vai ter futuro e que se ele terminar vai ser muito melhor pra ele, mas o imbecil parece que tá cego e insiste nisso. Errar é humano, mas persistir no erro já é burrice! E eu tenho medo de mais cedo ou mais tarde, minha paciência acabar de vez e eu surtar com eles e fazer um barraco tão grande e correr o risco de perder minha amizade com ele, o que eu não quero arriscar de forma alguma. Eu amo ele demais, mas já to ficando de saco cheio disso. Será que eu devo abrir o verbo e falar como me sinto (pq eu tenho sido bem falso sobre esse relacionamento com eles há um bom tempo), ou eu devo aguentar mais um pouco até eles terminarem?! Enfim, só sei que tá osso.....não sei quanto tempo aguento mais. Eu queria meu melhor amigo de volta ao normal e de volta pra mim e pra todos os nossos amigos.
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2018.11.19 19:12 Engracaded [LONGO] Preciso desabafar sobre o término do meu namoro com vocês

História longa, mas não tenho mais ninguém com quem falar e estou absolutamente sem chão. Quinta feira, no feriado, em um acesso de raiva terminei com a pessoa com quem eu mais me identifiquei na vida e estou arrasado. Vou contar a história por trás disso:
PARTE 1:
Em meados de Agosto, uma pessoa invadiu uma conta minha e fez um perfil fake no Instagram com fotos minhas sem camisa. Essa pessoa começou a mandar mensagens pra minha namorada assediando-a moralmente. Eu resolvi capturar o IP da pessoa, e pra isso eu pedi a senha dela do Facebook. Com essa senha, eu também acessei o Instagram dela e fiquei de olho pra ver se a pessoa ia criar mais alguma conta pra mandar mensagem pra ela, ou criar outro fake meu. Deu tudo certo, a pessoa parou de nos encher.
Com a senha do Instagram dela, fiquei acessando frequentemente ele. Nesse ponto, confesso que queria ver quem tava curtindo foto dela, comentando coisa indecente, etc, mas, confiante nela, jamais imaginei que iria ver o que um dia eu acabei vendo.
Começo de Outubro: vi que ela tinha postado um stories cantando uma música do Criolo. O instrutor da academia dela (que trabalha no período da manhã na academia, horário em que eu trabalho) respondeu "Criolo! Aí sim" (ou algo do tipo) e ela respondeu "lembrei de você mesmo kkk". Cheguei da faculdade e abri o Instagram dela no meio dessa conversa aí. Conversa vai, conversa vem, ele pergunta "O que você gosta de fazer?" e neste exato momento o Instagram foi desconectado. Verifiquei se havia acesso ao Facebook ainda. Tudo certo. Ela estava na casa dos avós dela nesse dia, então corri pra lá sob o pretexto de não ter o que jantar. Peguei o celular dela enquanto ela preparava janta e ela tinha respondido: "Gosto de ver filme e tomar vinho", no exato momento em que ela trocou a senha. Reativei o acesso ao Instagram pelo Facebook, voltei pra casa e vi o resto da conversa. Ao longo da conversa ela o chamou de "fofinho" e ele a chamou de "neném". Além disso, quando ele falou que ia dormir, ela disse "vá para os braços de Morfeu" e ele respondeu "queria ir pra outros braços". Interpretem como quiserem isso aí.
Fiquei com o coração na mão e passei pela maior crise nervosa da qual eu tinha memória. No outro dia, fomos pra academia e eu tentei disfarçar o quanto eu tava nervoso. Assim que a deixei em casa, ela mandou mensagem pra ele, imediatamente: "dormiu lindamente?". Ele respondeu no final da tarde, porque aparentemente tinha tirado um cochilo à tarde. Minha namorada trabalhava no Shopping da cidade, e como o Shopping fica ao lado da minha faculdade, eu sempre vou lá umas 18h pro horário de intervalo dela. Nesse dia, obviamente, falei que não conseguiria ir. No exato momento, ela mandou mensagem pra ele chamando pra ele ir lá se encontrar com ela. Ele não pôde porque estava indo pra aula, então ela o chamou pra se encontrar com ela em um barzinho, pro qual ela iria com um primo dela. Antes de ela ir, eu a perguntei se ela iria só com o primo dela, pra ver se ela teria coragem de me contar, e ela disse que sim. No final das contas, o instrutor acabou não indo.
Fiquei ainda mais fudido da cabeça com isso aí... e se ele tivesse ido? O que teria acontecido?
Enfim, no outro dia ela disse que iria pra academia de manhã, sendo que até então nosso hábito era ir à tarde. Falei pro meu patrão que eu tava passando mal e precisava sair, e avisei ela que tava indo pra casa pra ela passar lá antes de ir pra academia. Ela foi lá e eu não me segurei. Perguntei mais uma vez se ela tinha chamado mais alguém pra sair, e ela disse prontamente que não. Perguntei pra ela quem era esse cara com quem ela tava conversando. Aleguei que eu vi a conversa somente no dia em que eu fui pra casa dos avós dela jantar, ela ainda não sabia que eu havia reestabelecido meu acesso ao Instagram dela. Ela disse que era só um amigo. Perguntei se eles já tinham combinado de se encontrar fora da academia e ela confessou, meia-bocamente, que tinha ~cogitado~ de sair com ele no dia anterior. Nesse exato momento, terminei com ela pela primeira vez (ainda não contei que eu tinha lido a conversa).
Ela primeiramente aceitou com certo orgulho a decisão, mas pouco tempo depois voltou atrás e disse que iria cortar contato com ele e mudar de academia. Nisso fui fazendo mais perguntas (as quais eu sabia a resposta). Ela mentiu sobre absolutamente tudo. Nisso fiquei tão nervoso, mas tão nervoso, falei muita coisa que não devia e tivemos uma briga terrível. Contei pra ela que tive acesso à conversa dela e que não queria mais. Bloqueei-a em todos os meios possíveis de contato. Ela insistiu muito, muito depois, mas começou a me culpar pela minha reação e por eu ter acessado as conversas dela. Tudo que ela dizia era em relação à reação que eu tive, tentando mudar o foco do problema que tivemos (mentira, alteração da realidade e mudança de foco, gravem isso). Como forma de nos reatarmos, ela jurou me dar acesso às redes sociais dela, inclusive Whatsapp, não malhar mais sem minha companhia e bloquear o instrutor de tudo quanto é forma possível. Por pena, decidi perdoá-la, mas não consegui confiar nela depois.
PARTE 2: Depois de havermos reatado, ela me pediu pra manter acesso privativo pelo menos ao Whatsapp dela. Acatei, porque achei que viver sem privacidade absoluta é uma coisa muito séria, e quando fizemos nosso acordo foi de cabeça quente.
Um dia estávamos em um bar e ela foi ao banheiro e deixou o celular. Peguei o celular e fui ver com quem ela estava conversando. Ela voltou do banheiro, me viu com o celular e ficou SUPER chateada. Entramos em uma discussão relativamente branda, na qual ela me perguntou se "valeu a pena" ter estragado nossa noite mexendo no celular dela. Nisso, eu respondi "não valeu agora, mas antes valeu porque eu descobri ela marcando encontro escondido com outro cara". Ela ficou sem palavras e foi embora. No outro dia, fiquei com remorso (afinal, eu tinha prometido perdoar ela) e fui atrás dela. Mandei mensagem cedo falando pra me avisar quando pudesse conversar. À tarde, perguntei, nessas palavras: "quer lanchar comigo ou ainda não tá afim de conversar?" e ela não me respondeu. À noite também não me respondeu. Liguei pra ela e cobrei uma posição dela, no que ela me respondeu "Você nem me chamou pra conversar!". Nisso aí eu fiquei puto, mas muito puto e falei pra ela exatamente sobre meu convite pra lanchar. Nisso ela me respondeu "Você me chamou pra lanchar, não pra conversar". Fiquei tão possesso de raiva que terminei com ela de novo. Foi humilhação demais pra mim.
Uma semana depois chamei ela pra conversar e confirmei o término. Disse que eu ainda não tinha condições de confiar nela e que estava cansado da mania dela de mudar o foco das nossas discussões, além de mentir e manipular a realidade, o que ela sempre fez ao longo dos nossos 3 anos juntos. Isso na quinta feira. Bloqueei em tudo novamente.
No domingo, não me contendo de saudade, voltei à casa dela e tentei discutir uma forma de voltarmos à paz. Ela tinha elaborado um questionário caso a gente tentasse reatar, e me dispus a respondê-lo. Nisso, veio à tona um assunto que haviamos discutido antes: a vontade dela de fazer um ensaio nu e postar no Instagram, o que eu absolutamente não admito. O diálogo foi exatamente esse, onde eu disse que "não gostaria de ver minha namorada nua nas redes sociais pra todos verem" / "mas você não manda em mim" / "eu mando em mim, e eu não vou aceitar isso" / "quer dizer que você não aceita eu tirar foto pro meu Instagram?" / "Não é sobre tirar foto." / "Você não aceita eu tirar foto e postar, então?"
Fiquei puto de novo (mentira e manipulação da realidade). Não é sobre isso, ela postava, e ainda posta, mil fotos no Instagram todo dia. O problema é o ensaio nu! Pra mim é um absurdo passar por cima de algo tão pequeno, que me incomoda, por conta de vaidade. Pura vaidade. Vamos entrar no assunto da vaidade logo logo. Enfim, nesse momento eu levantei da cama dela e fui embora, já não aguentava mais tanta raiva.
Nessa hora ela surtou, pegou uma faca e começou a se cortar. Nessa hora, nesse momento, eu vi o quanto isso tava fazendo mal pra nós dois. Fiquei ao lado dela até ela se acalmar e me entendi com ela da seguinte forma: nós queremos ficar juntos, nós tivemos nossos erros, vamos aprender com eles e voltar ao namoro que tínhamos antes de toda essa confusão. Ela concordou. Combinamos que quando eu me sentisse inseguro, eu pediria pra ver o celular dela e ela me mostraria. Passamos, incrivelmente, duas semanas de um namoro maravilhoso, até a fatídica quinta feira passada.
PARTE 3 Até então ela havia mudado a senha do Facebook e do Instagram dela, passando por cima do nosso combinado. De forma a restaurar o namoro que tínhamos antes de tudo isso, acatei essa decisão e resolvi me preservar. A senha do celular dela também tinha sido mudada, decisão que também acatei.
Na última quinta feira eu fiquei com o controle do portão da casa dela, o que não é usual. Avisei a ela que iria pra casa dela mais tarde. Mais tarde, ela me mandou um whatsapp: "tá vindo?" e eu não respondi, porque eu tava indo. Cabe ressaltar que sempre que eu vou pra casa dela eu buzino na porta e ela abre o portão de lá de dentro, pelo tal controle. Nesse dia eu só abri o portão e entrei (ela mora em um condomínio com quatro casas, então muita gente abre e fecha sempre). Cheguei na casa dela e juro que ouvi uma expressão de susto dela. Juro pela minha mãe.
Antes de continuar a história, um detalhe: ela sempre, a vida toda, deixou o celular do lado de fora do banheiro pra tomar banho. Sempre esqueceu ele nos lugares.
Nesse dia, eu cheguei e ela estava abraçada com uma gata dela. Eu sou alérgico, então pedi pra ela tomar um banho. Nessa hora, o celular dela tava ligado à caixinha Bluetooth, e a gente passou alguns minutos trocando de música. Sempre que eu pegava o celular dela pra trocar, ela o tirava da minha mão imediatamente. Enfim, ela foi tomar banho. Disse que enquanto ela toma banho, eu poderia conectar meu celular na caixinha. Sugeri a ela que ela deixasse o dela pra eu trocar de música por lá. Ela disse que não, pois no dela, ela que iria trocar de música. Se eu quisesse ouvir música, eu ligaria o meu. Contraditório... Nisso, ela pegou o carregador dela pra levar pro banheiro pra carregar o celular, que tava com a carga cheia. Matei a charada... ela não queria que eu ficasse perto do celular dela. Questionei o porque dela estar levando o celular pro banho e ela disse: "não confio em você perto do meu celular" (detalhe: em todos os dias antes deste, ela deixou o celular fora do banheiro quando ia tomar banho).
Lembra que tínhamos combinado que quando eu quisesse eu pediria pra ver o celular dela? Eu pedi e ela simplesmente disse "não, não vou deixar". Ela tava sentada no vaso nesse momento, quando ela decidiu fechar a porta do banheiro com o celular lá dentro. Falei pra ela não fechar a porta, porque, pra mim, ela queria apagar alguma coisa no celular dela. Ela ficou forçando a porta pra fechar de novo. Eu falando pra ela abrir e ela falando que não.
Falei que pra mim chega. Novamente, bloqueei ela de todas as redes sociais. Só que dessa vez ela me bloqueou também.
O QUE EU SINTO:
Até antes da parte 1 da história, tivemos um relacionamento à beira do perfeito. Tínhamos absoluta afinidade, cumplicidade, sinergia, e planos pro futuro. Todos sinceros, de coração.
Ela sempre clamou que se sentia presa aqui. Nossa cidade é no interior, relativamente pequena. Ela é uma ótima cantora e escritora, e tem que se sujeitar a trabalhar em uma empresa que não gosta pra receber salário mínimo, o que não dá pra fazer nada (ela tem carro e o dinheiro todo vai pra gasolina). Ela estava se sentindo sufocada. Ao meu ver a solução que ela achou foi conquistar curtida no Instagram, dar corda pra quem cobiça ela (ela é muito bonita) e tentar exercitar a vaidade dela acima dos outros talentos dela. Falei pra ela que no próximo ano eu iria me formar, que poderíamos sair daqui, investir em algo pra nos potencializar. Não, ela foi pro rumo da vaidade.
Ela é extremamente simpática e agradável. Todos os amigos com o quais tínhamos contato eram amigos principalmente dela. Claro, agora todos estão do lado dela.
Meus amigos todos têm relacionamentos sérios de longa data.
Eu estou profundamente triste, profundamente amargurado e sem rumo. Eu me sinto com uma capacidade enorme, sensibilidade, tenho boa aparência, sou jovem, falo quase 3 línguas fluentemente, mas não tenho um puto, ando numa motinha 2008 toda fudida e minha auto-estima tá no chão. Além disso, perdi todos esses amigos aí, que no momento nem sei que impressão têm da história.
Eu queria acabar com esse sofrimento, me realizar de alguma forma. A única coisa que me realizava ultimamente era esse namoro com essa pessoa que eu tanto gostei, somente pra descobrir que ela entrou numa espiral sem fim de vaidade. Que as curtidas no Instagram dela valem mais que fazermos um jantar juntos, tomarmos uma cerveja juntos.
Eu tô sem chão...
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2017.12.01 17:27 tombombadil_uk Quantos de vocês já estão/estiveram/conhecem alguém em um relacionamento abusivo? Já tentaram dar um toque nessa pessoa?

Depois de compartilhar com vocês a história que vivi com essa menina que reencontrei (link aqui) depois de 12 anos, outro assunto ficou aqui na minha cabeça e quis compartilhar com vocês: relacionamentos abusivos. Quantos de vocês passaram, passam ou conhecem alguém que passe por isso?
Eu não sei quantos de vocês aqui já passaram por algo do tipo. Mas essa conversa com a menina que reencontrei, na qual falei sobre as experiências que passei aqueles quatro anos com um relacionamento extremamente tenso. Foi um momento tão traumático da minha vida que eu nem gosto de pensar muito nele, mas essas três semanas relembrando daquela época e a conversa que tive essa semana me fez perceber várias coisas.
Olhando agora, todo esse tempo depois, muito disso soa absurdo e não acredito que me sujeitei a tanto, que perdi tanto da minha vida. Especialmente amigos nessa época tão gostosa que é entre 18~22 anos.
Fica aqui um desabafo sobre o assunto, solidariedade a quem também já passou por isso e possivelmente ligar o alerta para quem pode estar vivendo uma situação dessas. Ninguém é tão bom a ponto de você abrir mão de tudo na sua vida - família e amigos - para poder ficar com aquela pessoa. Você jamais vai ser tão ruim a ponto daquela pessoa "ser a única que vai aturar você" na sua vida.
Se você acha que está vivendo um relacionamento estranho, senta e conversa com um amigo ou amiga. Pede ajuda. Passar por esse perrengue foi bem traumatizante e eu demorei uns dois anos depois do relacionamento para me recuperar completamente. De certa forma, isso me amadureceu MUITO. Mas, ao mesmo tempo, eu gostaria de ter percebido mais cedo o que eu estava vivendo com ela para aproveitar melhor aquela época.
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2017.11.13 21:35 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois / Parte 2

Não esperava que a Parte 2 ia rolar tão cedo, mas tem atualizações aí. Para quem quiser, dessa vez tem um TL/DR no fim.
A parte 1 é essa aqui: https://www.reddit.com/brasil/comments/7c6tsx/today_i_fucked_up_a_estranha_sensa%C3%A7%C3%A3o_de/
PS.: escrevi isso aqui correndo assim que cheguei em casa, então provavelmente pode estar confuso ou com uns errinhos. Nem de perto foi tão trabalhado quanto o conto que eu fiz da primeira parte. Me desculpem de antemão.
Tive uns dos finais de semana mais atípicos dos últimos anos. Acho que nunca viajei tanto em memórias e dúvidas. Será que realmente rolava alguma coisa? Aliás, será que foi ela mesmo que eu vi na rua? Ela aprecia tão mais velha que talvez sequer fosse a mesma pessoa. E cá estava eu viajando porque uma pessoa aleatória me morou na rua e eu a confundi com alguém que não vejo há doze anos.
Ainda assim, embarquei na onda da nostalgia. Escutei os CDs do Linkin Park, System of a Down, Evanescence e Radiohead que a gente ouvia na época, baixei alguns jogos que eu jogava na época (Xenosaga, Burnout e alguns outros) e coloquei no PS2 que eu achei por um preço ridículo numa feira de rua. Assisti Anjos da Noite e Oldboy, dois que eu lembro de ver naqueles tempos. Domingo eu estiquei a ida à feira e fui até o curso de inglês que frequentávamos juntos, refiz o caminho de lá até casa onde os pais dela moravam. Antes que perguntem, não, eles não moram mais lá. Sei disso porque a casa apareceu à venda há muito tempo.
Foi um fim de semana agridoce. A esposa me achou meio para baixo, eu revirei horas no travesseiro antes de conseguir dormir. Segunda de manhã, indo para o trabalho, eu já estava mais sossegado. Cheguei à conclusão que havia uma enorme possibilidade daquilo tudo ser um baita mal entendido, que aquela mulher sequer era ela. E que eu provavelmente jamais a encontraria na minha vida. E me preocupar com algo tão inatingível era sem propósito algum. O fato de eu ter tentado encontrá-la no Facebook por horas sem sucesso só reforçava isso.
Eu conhecia apenas um dos seus sobrenomes, mas ela não aparecia de forma alguma. Tentei com sobrenome aleatórios algumas boas 20 vezes, devo ter aberto mais de 200 perfis. Nada. Nem sinal.
Mas eu queria falar com alguém sobre aquela história, então decidi me abrir com um amigo do trabalho que é bem gente fina e em quem confio. Passei o almoço contando a história e depois ficamos uns 40 minutos discutindo o assunto. A conclusão dele foi a mesma da galera daqui: "Caralho, como você não falou com ela? Dava um oi, chamava pra conversar".
Falei para ele também que estava começando a duvidar de mim mesmo. Ela estava com uma aparência tão mais velha e nós temos a mesma idade, eu dizia. "Cara, classe média baixa, dois filhos com 20 e poucos anos, voce nem sabe se ela é casada ainda ou não. Às vezes virou mãe solteira e está numa luta fodida".
Quando voltamos para o trabalho, fiz mais uma rodada de pesquisa no Facebook. Talvez fosse uma memória embasada do passado, talvez fosse só uma coincidência, mas eu cismei com o sobrenome Ferreira. Não era o sobrenome que eu sabia com certeza, só um chute que ficava martelando a minha cabeça. Parte de mim dizia que era confusão. Eu tinha uma amiga com o mesmo nome dela é Ferreira no sobrenome, provavelmente estava só confundido as coisas.
Nesse processo, aprendi que o Facebook te dá resultado diferentes para a mesma pesquisa quando você a faz de tempos em tempos. E logo depois desse desabafo, como se falar em voz alta fizesse ela se materializar, ela apareceu. O mesmo rosto de 12 anos atrás, o mesmo sorriso, os mesmos olhos. Minha mão tremeu no computador, levantei para pegar um café é uma água. Respirei fundo, e voltei para ver o resultado.
No começo, senti um misto de alívio e decepção. Ela parecia exatamente como 12 anos atrás, então não era possível que aquela mulher que encontrei na semana passada fosse ela. Abri o perfil e comecei a ver as fotos, os filhos, a pouca vida dela que aquela janela mostrava. Quando abri uma foto mais recente da linha do tempo, a verdade voltou com um soco no estômago: eu realmente a encontrara. A foto de perfil era antiga, mas as mais recentes não deixavam espaço para dúvidas. Eu tinha esbarrado com ela.
Chamei meu colega de trabalho para tomar um café e mostrei as fotos no celular. "Se você não me dissesse que ela tem a mesma idade que a gente, eu nunca ia acreditar em você. Ela parece uns dez anos mais velha, mas era a menina bonita antigamente". E fez a pergunta que eu já estava fazendo mentalmente. "Porra, uma porrada de foto com a família e os filhos, mas e o pai?".
A resposta eu encontrei na lista de amigos dela. Percebi que tinha amigos em comum com outra pessoa da família que tinha o mesmo sobrenome, um amigo farmacêutico que começara a trabalhar em uma farmácia perto do ligar onde trabalho. Era perfeito. Liguei para ele dizendo que queria trocar uma ideia, mas ele tinha acabado de ser transferido para outra unidade da rede para cobrir uma unidade. Com um fogo no cu absurdo, larguei o foda-se no trabalho, peguei um Uber e fui para lá.
No caminho, eu já não sabia bem o que estava fazendo. Eu ficava vendo e revendo aquelas fotos no celular no caminho, lembrando mais e mais dela. É engraçado lembrar de uma pessoa com quem você teve um relacionamento tão profundo e tão curto há tanto tempo. Às vezes eu não sabia bem se eu estava lembrando de alguma coisa ou se eu estava fantasiando, se estava extrapolando algumas memórias.
Fuçando o Facebook dela - curtidas, comentários, gostos, fotos - eu via que ela era exatamente o que eu imaginava. Uma pessoa extremamente simples, de família de classe média baixa, com um estilo de vida simples, bem família e discreta. Os filhos pareciam ser o primeiro lugar em tudo.
Encontrei meu amigo por volta das 16h e subi para a sobreloja da farmácia. Ele vivia falando que o trabalho dele era um marasmo absurdo e tudo que ele fazia quase o dia inteiro era ficar no segundo andar jogando 3DS e como ele estava prestes a comprar um Switch só por conta disso. "Queria ter esses problemas no meu trabalho", brinquei.
Esse meu amigo não é super próximo, mas nos conhecemos há uns 15 anos e crescemos na mesma vizinhança. Apesar de não ser o tipo de pessoa para quem eu desabafo, é alguém em quem eu confio demais. Contei para ele a história toda. "Porra, mas achei que você e XXXX fossem felizes. Vocês têm uma vida tão tranquila". A gente é, eu expliquei. Na verdade eu sou feliz para caralho com a minha vida conjugal, "mas essa ogiva nuclear me fodeu completamente. Pelo menos nesse fim de semana".
É aqui que a história dá uma guinada um pouco para pior. Meu amigo farmacêutico é o tipo de cara que está a cada semana com uma mulher diferente. Os namoros nunca duravam muito. Ele é pintoso e gente fina, então é o tipo de cara para quem chove mulher. E uma dessas mulheres era prima dela, uma mulher com quem ele saiu até por bastante tempo (quase seis meses) dentro dos parâmetros dele.
Ele não lembrava os detalhes, mas ela ficou "falada" na família por conta da crise no casamento. Casou nova, passou para um concurso público que pagava bem mal, mas pelo menos era um emprego garantido, e teve um filho logo no primeiro ano do casamento. No começo, parecia conto de fadas: os dois colegas de escola casam, passam em concursos públicos diferentes (naquele boom de concursos que rolou entre 2005~2010) e têm dois filhos bem rápido. Aos 22 anos, eles já tinham a vida "feita" para alguns padrões.
Mas isso não durou muito. Meu amigo farmacêutico não sabia dos detalhes, obviamente, mas o cara se arrependeu de ter casado tão cedo. Ela largou a faculdade para se dedicar aos filhos. Ainda assim, faltava tempo para cuidar dos dois. Ela largou o emprego público também para se dedicar às crianças e virou dona de casa em tempo integral.
"Ela passou em um concurso público de primeira, eles achavam que ia ser fácil entrar em órgão público mais tarde, quando as crianças estivessem maiores". Burrice do caralho, pensei. A procura por concurso público cresceu vertiginosamente e as vagas minguaram. Agora até os concursos mais bundas tinham altíssima concorrência.
Aparentemente, boa parte da família foi contra. A gente está falando de uma família de classe média baixa de um subúrbio bem quebrado. Para eles, aquela vaga no emprego público era a garantia de que ela teria estabilidade para a vida toda. Ela insistia que o marido tinha um emprego melhor e que eles economizariam tendo ela como dona de casa.
Passaram algum tempo juntos dessa forma, mas o cara ficou de saco cheio. Meu amigo não sabe se chegou a acontecer traição ou não, mas ele enjoou daquela vida. Achava que tinha casado muito cedo, que não tinha aproveitado a vida. Que os dois se precipitaram, que ele não tinha vivido. Que ele não queria ficar preso naquela vida desde tão cedo.
E meteu o pé.
Na família, segundo meu amigo, rolava um misto de pena e revolta com a menina pelas decisões dela. No final das contas, ela voltou para a casa dos pais, entrou em depressão e passou a viver em função dos filhos. Ela não conseguiu terminar a faculdade e jamais a reatou por causa deles também.
Caralho.
No caminho para casa, eu fiquei pensando o quanto aquilo era triste e curioso. Triste por razões óbvias. Curioso porque ela viveu o meu sonho. Sei que pode parecer besteira, mas meu sonho sempre foi casar e ter filhos cedo. Eu nunca fui um cara muito da pegação - até porque, como já disse aí, sempre tive a auto-estima muito baixa - e sempre quis ter uma família, meu sonho sempre foi ter filhos. E eu queria curtir os meus filhos o máximo que pudesse. Imagina você com 32 e um filho de 10 anos? Quanta coisa gostosa você não ia poder compartilhar, viver junto? Acho que o passar do tempo torna o abismo entre as gerações cada vez maior, o que dificulta essa aproximação entre pais e filhos. Em tempo, é só uma opinião pessoal. Não tenho filho, então não tenho muita voz nisso e posso estar redondamente enganado.
Ela viveu o meu sonho, mas tudo deu radicalmente errado. Hoje eu entendo como deve ser problemático casar cedo. Eu casei com 26, o que muita gente já chamaria de cedo hoje em dia. Mas caralho, casar aos 20? Eu precisaria ter certeza absoluta de que estava com uma ótima pessoa ao meu lado, mas é difícil a gente chegar a essa conclusão tão cedo. A maioria das garotas com quem saí entre meus 18~22 anos jamais estariam na minha lista de possíveis esposas hoje em dia. Algumas são minhas amigas até hoje, mas a grande maioria ganhou pensamentos e posições que vão contra quase tudo que eu acredito.
Tentei imaginar a vida dela agora. 32 anos, dois filhos, divorciada, sem faculdade e depois de largar um emprego público, morando na casa dos pais. Os posts e fotos dela no Facebook tem um quê de agridoce. Parece haver um amor incondicional pelos filhos e pelo desenvolvimento deles. Mas ao mesmo tempo parece haver uma triste por não ter aproveitado a vida. Encontrei até um post antigo em que ela nunca tinha andado de avião e sonhava em conhecer a Europa, postava fotos dos lugares que gostaria de viajar, lia livros sobre eles.
Eu sei que isso pode soar paternalista, mas tudo isso me pesava muito o coração. Me dava vontade de ir lá, de mudar a vida dela, de levá-la para Paris, Roma, Praga, Porto, as poucas cidades que visitei nas vezes em que fui para lá. Me dá vontade de correr para encontrá-la, abraçar, ficar com ela, conversar, qualquer merda.
Mas aí eu caio na realidade. Cá estou eu, casado, relativamente estabelecido, vivendo super de boa até sexta-feira. E se eu puxar uma conversa no Facebook para encontrá-la, chamar para um café pelos velhos tempos e falar que fiquei sem jeito de puxar papo com ela quando a vi na praça sexta-feira? O que eu vou dizer?
Depois de explicar porque saí do curso daquele jeito, 12 anos atrás, vou falar que era completamente apaixonado por era e que estava me sentindo feito um adolescente agora? Será que não vou adicionar mais um arrependimento para a lista dela, partindo do princípio que ela talvez também sentisse algo por mim à época? E se não sentia, de que isso serviria?
E não sei as consequências que vê-la pessoalmente podem ter. Sim, ela parece bem mais velha e o tempo não foi bom com ela. Mas eu ainda a acho linda e sinto um aperto no coração idiota toda vez que olho para as fotos dela no Facebook. Eu tenho medo de aparecer, me mostrar como algum exemplo da felicidade e bom senso (sim, já escutei de amigos meus que tenho a vida "perfeita demais" por conta do meu bom senso em geral, apesar de eu achar que tenho uma vida ok, só pautada pelo "pensar antes de fazer") que apenas acentue as más escolhas dela. Eu tenho medo de não aguentar e fazer merda, de estragar um casamento que vai bem para caralho.
Ela está aqui, a um clique de distância, e não sei o que fazer. Nem se devo fazer alguma coisa.
TL/DR: achei a menina no Facebook depois de chutar dezenas de sobrenomes diferentes. Ela está divorciada, largou um emprego público e parece estar numa fossa fodida. Eu não sei se devo fazer alguma coisa ou deixar esse feeling morrer e continuar vivendo deixando esse fuck up de ter sumido da vida da menina para trás.
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Quanto mais cedo melhor  Vermezinhos de Jacó [Cover ... LUIZA SONZA DIZ QUE QUANTO MAIS FALAM DO NAMORO DELA ,MAIS ... Quanto mais cedo você começar seu planejamento financeiro ... NAMORAR CEDO ESCONDIDO #FranMeAjuda  Fran Viana A Bíblia nunca conheceu a história do namoro, quanto mais essa coisa de Côrte! Pastor Cláudio Duarte - Coloque LIMITES no seu NAMORO!  Palavras de Fé Quanto Mais Cedo Melhor

Estudo diz por quanto tempo casais namoram antes de casar ...

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  6. Pastor Cláudio Duarte - Coloque LIMITES no seu NAMORO! Palavras de Fé
  7. Quanto Mais Cedo Melhor

Vice-presidente de Marketing e Digital da Prudential do Brasil, Aura Rebelo, explica a importância de se preparar para viver mais. Saiba mais em https://www.... GENTE!!! Hoje o vídeo é um pouquinho diferente! Uma menina muito especial que acompanha o canal pediu pra eu ajudar, contando sobre minha experiência no assunto ''namorar cedo''. No vídeo ... A Bíblia nunca conheceu a história do namoro, quanto mais essa coisa de Côrte! ... Ficar feliz quanto o próximo está feliz. ... Depois de 7 meses de namoro ele decidiu terminar por estar ... Acompanhe o projeto nas redes sociais: INSTAGRAM: https://bit.ly/InstaCenaAVista FACEBOOK: https://bit.ly/FaceCenaAVista Provided to YouTube by The Orchard Enterprises Quanto Mais Cedo Melhor · Pedrinho Cardenas · Resgate Quanto Mais Cedo Melhor ℗ 2019 Resgate Released on: 2019-08-05 Auto-generated by YouTube. Pastor Cláudio Duarte - Coloque LIMITES no seu NAMORO! Palavras de Fé ... Você vai namorar, num faz mais quase que faz CLAUDIO DUARTE - Duration: 8:06. AMO VIVER Pra Cristo 154,177 views. Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube.